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Robert Plant reconhece importância de Phil Collins na vida pós-Led Zeppelin

Após o fim da banda, Robert Plant não sabia ao certo qual caminho seguir em carreira solo, mas Collins o ofereceu apoio como uma “força motriz”

Igor Miranda (@igormirandasite) Publicado em 08/01/2023, às 09h00

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Robert Plant e Phil Collins (Fotos: Getty Images)
Robert Plant e Phil Collins (Fotos: Getty Images)

Robert Plant é o integrante do Led Zeppelin que menos demonstra ter saudade dos tempos de banda. Enquanto o guitarrista Jimmy Page e o baixista John Paul Jones defendiam a volta do grupo após o show histórico em Londres em 2007, o vocalista entendia que não dava para retornar ao passado.

É claro que nem sempre foi assim. O fim do Zeppelin foi anunciado em 1980 após a morte do baterista John Bonham, membro mais próximo de Plant na banda — não à toa, eles eram amigos desde antes do grupo ser criado e tocavam juntos em outros projetos, como a Band of Joy. O cantor sentiu muito a perda do colega e o fim do projeto, sentindo-se perdido quanto ao direcionamento de sua carreira a partir dali.

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Em entrevista à Vulture, ele se recordou de todos esses dilemas ao definir, ainda que indiretamente, seu trabalho na década de 1980 como sua “era mais questionável no âmbito musical”. Ele só se reencontrou por intermédio da amizade com outro lendário baterista: Phil Collins, eterno integrante do Genesis a quem definiu como “força motriz” no período.

“Depois que John faleceu e o Led Zeppelin acabou, tinha que haver um caminho a percorrer. Tive problemas com isso, porque até meus 32 anos, eu estava em algum tipo de aventura selvagem e absurda… Phil Collins foi especialmente uma força motriz e trouxe energia positiva ao meu primeiro disco, Pictures at Eleven (1982).”

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De acordo com Plant, a colaboração de Collins não foi somente com sua interpretação musical. O baterista também contribuiu ao oferecer apoio ao amigo, até porque anos antes ele passou por uma situação similar com alguns integrantes deixando o Genesis, como o vocalista Peter Gabriel e o guitarrista Steve Hackett.

“Não era difícil me reunir com outras pessoas, só era difícil saber se conseguiríamos ou não fazer algo adequado. Phil não era tanto de dar conselhos, mas sim encorajar, oferecer consideração. Ele era muito determinado. Tinha apenas um curto período de tempo para vir ao estúdio no País de Gales e fazer rolar. Daí saímos em turnê e ele falou: ‘Robert, o cara que sentiu atrás de você por todos esses anos foi o meu herói. Qualquer coisa que eu possa fazer para te ajudar a voltar à forma novamente, estou aqui’.”

Led Zeppelin
Led Zeppelin em 1968 (Foto: Reprodução/ Instagram/Jørgen Angel)

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Robert Plant e Phil Collins

A dedicação de Phil Collins ao ajudar Robert Plant é ainda mais impressionante se considerarmos a fase que sua própria carreira vivia naquele momento. O baterista estava no auge comercial do Genesis e emplacava uma carreira solo também de enorme êxito.

Com a saída de Peter Gabriel, o Genesis passou a ter Phil Collins nos vocais principais e investiu em uma sonoridade mais pop. Como resultado, todos os discos lançados pela banda na década de 1980 atingiram o topo das paradas britânicas e venderam milhões de cópias também nos Estados Unidos — com destaque ao homônimo Genesis (1983) e Invisible Touch (1986), cada um ultrapassando a marca de 4 milhões de unidades comercializadas no país.

Ao mesmo tempo, a carreira solo de Collins decolava. Seus primeiros álbuns sozinho, Face Value (1981) e Hello, I Must Be Going! (1982), venderam juntos mais de 9 milhões de cópias — número que o trabalho seguinte, No Jacket Recquired (1985), superaria sozinho com suas 12 milhões de unidades comercializadas somente nos Estados Unidos.

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Definitivamente, Phil Collins não precisaria de outra ocupação para ganhar dinheiro ou algo do tipo. Ainda assim, participou de oito músicas do primeiro álbum solo de Robert Plant, o já mencionado Pictures at Eleven, e gravou outras seis do segundo disco, The Principle of Moments (1983). Além disso, saiu em turnê com o amigo e também ocupou a vaga de John Bonham na desastrada reunião do Led Zeppelin no Live Aid, em 1985.

Tudo isso também é citado e reconhecido por Robert durante a entrevista à Vulture. “Isso foi na época em que ‘In the Air Tonight’ foi lançada. Ainda assim, ele estava mixando e trabalhando comigo enquanto iniciava um período particularmente impressionante e bem-sucedido para si mesmo. Ele tem um grande espírito, é um grande homem”, pontuou o artista.

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