Bolsonaro entra na lista de ‘predadores da liberdade de imprensa’

O presidente Jair Bolsonaro entrou na lista da ONG Repórteres Sem Fronteiras, que classifica chefes de Estado "predadores" da liberdade de imprensa

Redação Publicado em 05/07/2021, às 12h47

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Jair Bolsonaro olha para o lado com a mão para frente (Foto: Gabriela Bilo / Estadão Conteúdo / Agência Estado / AP Images)

Jair Bolsonaro (sem partido) entrou, pela primeira vez, na lista predadores da liberdade de imprensa’, desenvolvida pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Divulgada nesta segunda, 5, a edição contém 37 chefes de Estado que representam uma ameaça à liberdade de imprensa.

Conforme publicado pelo Correio Braziliense, cada “predador” (ou chefe de Estado) ganha um perfil no qual a ONG explica os motivos para ser incluído na lista. Para o texto de Bolsonaro, escreve-se que o presidente usa "insulto, humilhação e ameaças vulgares" como "modo de predação", e que dificulta o trabalho da imprensa desde o início do mandato.

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A lista também menciona o uso de redes sociais para espalhar fake news e ataques à mídia: “Nas redes sociais, exércitos de apoiadores e robôs retransmitem e amplificam os ataques que visam desacreditar a imprensa, apresentada como inimiga do Estado.”

Ainda, o texto fala sobre o principal alvo desses ataques contra a imprensa: mulheres jornalistas, analistas políticos e profissionais da rede Globo: "Ataques sexistas e misóginos contra jornalistas mulheres também são um forte marcador do bolsonarismo."

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Inclusive, o dia 21 de junho foi marcado por mais um ataque a uma jornalista. Bolsonaro mandou a repórter Laurene Santos calar a boca após ser questionado sobre não usar máscara. Confira o vídeo abaixo:

Lista e predadores da liberdade de imprensa

Na lista divulgada nesta segunda, 5, 17 novos chefes de Estado foram adicionados, totalizando 37 predadores. Entre os que fazem parte do documento estão o presidente sírio Bashar Al-Assad, o presidente da Rússia Vladimir Putin e o presidente de Cuba Miguel Diaz-Canel.

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A publicação explica que cada chefe de Estado tem uma maneira própria de atacar à imprensa: "Alguns fazem com que reine o terror, com ordens irracionais e paranoicas; outros estão implementando estratégias muito estruturadas com base em leis liberticidas. O desafio é fazer com que hoje esses predadores paguem o preço mais alto possível por essa repressão. Não deixemos que sua maneira de agir se torne 'o novo normal.'"


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