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Joaquin Phoenix ficou “desconfortável” com debates sobre violência em Coringa; entenda

O filme estreou no 3 de outubro de 2019; desde então, várias discussões surgiram sobre o impacto da violência do longa

Redação Publicado em 14/11/2019, às 17h50 - Atualizado às 18h18

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Joaquin Phoenix como Coringa (Foto: Reprodução)

Joaquin Phoenix, intérprete de Coringa no filme de Todd Phillips, quebrou o silêncio sobre a discussão de possíveis implicações violentas do filme. O astro deixou clara a sua opinião em entrevista publicada na última quarta, 13, pelo LA Times.

“É uma posição estranha de se estar porque pensei, ‘Bom, não posso resolver isso pois é potencialmente parte do problema - é exatamente isso que você não deve fazer,” revelou Phoenix durante a entrevista.

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Após os debates acerca das origens da HQ, assim como da discussão sobre o impacto da obra em outras pessoas, o público esperava um posicionamento do ator. Segundo Phoenix, pareceu que “estava sendo evasivo tentando evitar o tópico porque fazia-o sentir desconfortável”. No entanto, ele explicou: “Mas estava pensando, ‘Isso é exatamente o que ia excitar seu tipo de personalidade.’”

Os debates sobre possíveis imitadores assassinos se inspirando da violência do filme começou logo após a pré-estreia do longa no Venice Film Festival. Desde então, a preocupação com Coringa aumentou e incluiu as opiniões de familiares das vítimas do tiroteio ocorrido em 2012 em cinema no Colorado.

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James Homes foi o autor do tiroteio, que ocorreu durante a exibição de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge - filme com a presença do Coringade Heath Ledger. 12 pessoas morreram e outras 70 foram feridas. Este ano, próximo à estreia de Coringa, familiares das vítimas assinaram uma carta aberta à Warner Bros. na qual falavam sobre os riscos do filme. 

Ao contrário de Phoenix, Todd Phillips, diretor de Coringa, não demorou a revelar a sua opinião. Após uma exibição do longa em Nova York, Philipsdisse: “Pense:, 'não é bom colocar implicações do mundo real na violência? Não é bom remover o elemento cartum da violência a qual nos tornamos tão imunes?'"

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Para além dos debates e avisos, Coringatornou-se o filme de maior bilheteria para maiores de 18 anos. Além disso, o longa alcançou a marca de maior lucro arrecadado por produção de histórias em quadrinhos.