London Calling: 5 coisas que você provavelmente não sabia sobre o álbum do The Clash

Curiosidades que você provavelmente não conhece sobre o disco mais relevante do The Clash

Redação Publicado em 01/01/2021, às 14h30

None
Paul Simonon, Mick Jones, Joe Strummer e Topper Headon (Foto: AP Images/David Handschuh)

A história do The Clash pode ter sido efêmera, mas foi eternizada pelo disco London Calling. Considerado uma verdadeira obra-prima pela crítica, o álbum conquistou fãs ao redor do mundo inteiro, mostrando o poder do The Clash e a habilidade da banda de misturar diferentes gêneros musicais e ainda manter-se fiel à própria sonoridade.

A Rolling Stone Brasil selecionou cinco curiosidades sobre o disco, que mais de quarenta anos após o lançamento, continua a ser uma grande influência na história do punk.

+++LEIA MAIS: Por que o último show de Mick Jones com The Clash terminou em fiasco? Entenda

“London Calling” é uma reflexão do caos mundial em 1979

As letras da faixa-título do disco foram inspiradas pela instabilidade vivenciada pela banda em 1979, quando o The Clash viajava ao redor do mundo em turnê. O derramamento de petróleo no Golfo do México, a ascensão de Margaret Thatcher ao poder e a instabilidade econômica foram alguns dos tópicos que motivaram Joe Strummer a escrever “London Calling”.

“Brand New Cadillac” é um cover de rockabilly

Muitas das músicas do disco não foram compostas pela banda, incluindo “Brand New Cadillac”, uma música de Vince Taylor, feita em 1959. O The Clash adorava a faixa, e frequentemente a utilizava para aquecer antes de começar a gravar. Strummer chegou a comentar que Vince Taylor era um “milagre”: “Ele foi o início do rock and roll britânico. Antes dele não havia nada.”

+++LEIA MAIS: Joe Strummer, do The Clash, já dirigiu um filme sobre gangsters punks; assista

“Train In Vain” não foi originalmente listada entre as faixas do disco

A última música gravada para o álbum foi “Train In Vain”, composta por Mick Jones. Quando a faixa finalmente ficou pronta, a banda já havia criado a arte do disco, o que fez com que “Train In Vain” não fosse listada entre as outras canções. O The Clash lançou “Train In Vain” como single, e a música chegou a atingir a 23ª posição no Hot 100 dos Estados Unidos, o que a tornou o maior hit da banda no país.

“Lost In The Supermarket” foi escrita em um pacote de cordas de guitarra

Um pacote de cordas de guitarra de Ernie Ball Custom Gauge Strings é um dos itens mais curiosos do The Clash. Foi ali que Joe Strummer escreveu as primeiras linhas de “Lost In The Supermarket”: “I’m all lost in the supermarket/I can no longer shop happily/I came in here for the special offer/Guaranteed personality.”

+++LEIA MAIS: O dia em que Joe Strummer foi preso durante um show do The Clash

Guy Stevens ajudou o disco a tomar forma

Produzido por Guy Stevens, London Calling só tornou-se real graças aos esforços do produtor. Em entrevista à Rolling Stone, Paul Simonon comentou sobre a importância de Stevens durante as gravações: “Ele ajudou a criar uma atmosfera positiva, ainda que fosse um pouco doido. Ele era como um condutor, trazia à tona o melhor em cada um de nós. Ele era o doido que não nos permitia ser doidos, para que continuássemos com o trabalho.”

Stevens faleceu em 1981, vítima de uma overdose de drogas. A música “Midnight to Stevens” é um tributo do The Clash ao produtor.

+++LEIA MAIS: Black Sabbath, The Clash e Guns N’ Roses: 9 brigas intensas de bandas do rock


+++SHOWS QUE PERDEMOS EM 2020 | ROLLING STONE BRASIL