Oscar 2021: 5 detalhes de figurino em A Voz Suprema do Blues [LISTA]

O filme estrelado por Viola Davis e Chadwick Boseman concorre a 5 categorias na cerimônia

Camilla Millan Publicado em 14/04/2021, às 17h50

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A Voz Suprema do Blues (Foto: Divulgação)

A Voz Suprema do Blues é um sucesso. Adaptação da peça teatral de August Wilson, o filme estreou na Netflix em 2020 para acompanhar a famosa cantora Ma Rainey, conhecida como a “mãe do blues”. Atualmente, a produção concorre a 5 categorias no Oscar 2021, incluindo Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino.

A produção representa a despedida de Chadwick Boseman das telonas. O astro de Pantera Negra morreu em agosto de 2020, e interpreta o trompetista Levee Green na trama. Ainda, A Voz Suprema do Blues é mais uma prova do talento incomparável de Viola Davis, que atua como a protagonista Ma Rainey.

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Além das grandes atuações, A Voz Suprema do Blues conta com a fantástica direção de George C. Wolfe, roteiro de Ruben Santiago-Hudson e outros profissionais que dão potência à narrativa.

Um elemento importante do filme é o figurino. Pensado brilhantemente por Ann Roth, considerada uma lenda de Hollywood, o vestuário consegue transmitir a atmosfera de uma época, além de dar força aos personagens. 

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Inclusive, na terça, 13, A Voz Suprema do Blues ganhou o Costume Designers Guild Awards 2021 por Melhor Figurino de Época. O trabalho de Ann Roth merece muita atenção, pois é excelente. Confira 5 curiosidades sobre o figurino do filme: 

Figurinista Ann Roth

A responsável pelo figurino da produção é Ann Roth. A figurinista de 89 anos ganha destaque pelo minucioso trabalho de pesquisa e reconstrução de época,  e é uma das mais velhas a disputar uma categoria no Oscar.

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Ann Roth trabalhou em outros filmes famosos, como a comédia de 1978 A Gaiola das Loucas e O Paciente Inglês, romance de 1997 que rendeu à figurinista um Oscar. 

Ann Roth (Theo Wargo/Getty Images for DGA)

 


Figurino reflete o blues

Mais que um estilo de música, o blues carrega um grande significado. Nascido das vozes dos escravos no Mississipi, como explica o site Fashionista, o gênero se misturou ao folk, canções de trabalhos e outros para falar sobre o racismo e a opressão. 

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Canto de resistência, o blues existe pela força dos que quiseram cantar e falar sobre o que muitos não queriam ouvir. Por isso, o figurino faz um grande papel de dar potência aos músicos do filme, principalmente Ma Rainey.

As cores fortes e o brilho mostram a importância dessas personagens, tanto dentro quando fora da música - e refletem a personalidade e a força delas.

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Figurino para evitar estereótipos de Ma Rainey

Ma Rainey é carregada de joias - inclusive nos dentes de ouro -, usa maquiagem, peruca, muito brilho e bordado. No figurino da mãe do blues, destacam-se as diversas texturas e elementos: do veludo ao bordado, plumas e franjas.

Segundo entrevista de Ann Roth ao site Fashionista, o figurino foi pensado para refletir precisamente a sexualidade e sucesso de Ma Rainey - além de acabar com os estereótipos os quais a cantora foi submetida ao longo dos anos.

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"Normalmente Ma Rainey e sua aparência foram muito estereotipadas na história do cinema e na vida. A mulher negra é sempre morena, gorda, engraçada, pode cantar e realmente não é sexualizada de nenhuma maneira que é perigoso. Mas esse não é o meu entendimento de mulheres assim," explicou Roth.

A figurinista quis mostrar a sexualidade e beleza da cantora, que conseguia ser elegante e forte: "Ma é minha tia Joyce, minha tia Letha, que eram altamente sexuais e as mulheres mais bonitas que já vi em minha vida. Elas eram elegantes. Eu não queria que Ma parecesse fisicamente como se estivesse pedindo desculpas por si mesma (...) Ela não se desculpava por sua sexualidade. Eu tinha que honrar isso."

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Detalhes para refletir os anos de 1920

Para honrar a cantora e se ater ao período histórico, Ann Roth incluiu diversos mínimos (mas importantes) detalhes. A figurinista colocou dentes de outro, recriou o famoso colar de Ma Rainey (feito de moedas douradas) e pensou na peruca de crina de cavalo, assim como a artista usava.

Inclusive, a peruca foi feita mecha por mecha, supervisionada por Mia Neal, e demorou mais de 80 horas para ser finalizada. Além disso, o elenco usou ternos de lã assim como eram utilizados na época - e o tecido foi importado de Yorkshire. 

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Cada detalhe dá um peso emocional ao figurino. Como explica a Vogue, apesar do calor escaldante da época, o casaco de pele pesado de Ma Rainey dá força à personagem, além de o sapato dourado de Levee mostrar o desejo de saltar, de flutuar. 


Inspirado em Aretha Frankin

Apesar de a obra ser inspirada em Ma Rainey, diversos figurinos foram baseados em Aretha Franklin, cujas medidas eram mais fáceis de pesquisar para a criação das peças. Além disso, a figurinista conhece algumas pessoas que já estiveram com a cantora - o que facilitou ainda mais. 

Aretha Franklin (Foto: AP Photo, File)

 

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