Por que, afinal, o Led Zeppelin quis que Physical Graffiti fosse um disco duplo?

Álbum ganhou certificado de platina antes de chegar às lojas

Redação Publicado em 10/06/2020, às 13h17

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Jimmy Page em 1977, durante apresentação do Led Zeppelin no festival Day on the Green, em Oakland, Califórnia (Foto: Michael Zagaris Photography LLC e Reel Art Press)

Led Zeppelin tinha certa relutância em seguir as regras comerciais na indústria musical, mas investiu pesado quando fundou a própria gravadora, Swan Song, como lembra o site CheatSheet. O primeiro projeto lançado pelo selo foi Physical Graffiti (1975) foi um álbum duplo, com o maior número de faixas lançado pelo grupo até então.

Os antecessores de Physical Graffiti tinham nove faixas cada e duração de, no máximo, 45 minutos. Para manter a média, muitas músicas eram cortadas da tracklist final, mas o mesmo não aconteceu o sexto lançamento do Led Zeppelin. Faixas como "In My Time of Dying”, “Kashmir” e “In the Light” ultrapassam oito minutos cada e somam mais da metade do tempo convencional dos lançamentos do grupo.

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“Através do álbum, era possível ouvir os quatro elementos preparando um quinto elemento”, explicou Jimmy Page à Brad Tolinski em entrevista para o livro Light and Shade (via CheatSheet). “Existiram álbuns duplos ou triplos de outras bandas na época, mas eu realmente não me importei porque o nosso seria melhor do que qualquer outro”.

A recepção do público foi ótima, e Physical Graffiti se tornou o primeiro álbum com certificado de platina apenas nos pedidos antecipados, antes mesmo de chegar às lojas, e vendeu mais de oito milhões de cópias.


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