Por que os bens de Freddie Mercury foram queimados após a morte do vocalista do Queen?

A ideologia do líder do Queen seguia os preceitos do Zoroastrismo, religião e filosofia da Pérsia antiga

Redação Publicado em 30/07/2020, às 10h23

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Freddie Mercury (foto: AP/ Mark Allan)

Em novembro de 1991, Freddie Mercury, vocalista do Queen, morria devido a complicações na luta contra a AIDS. Pouco após o funeral do músico, a maioria dos pertences dele foram queimados, uma prática bem inconvencional, já que a família costuma manter os objetos e vestimentas como memória.

Segundo informações do site Express.Uk, isso aconteceu por pedidos do próprio Freddie, que seguia como filosofia de vida os preceitos do zoroastrismo. Como muitos fãs sabem, o nome de bastismo de Mercury era Farrokh Bulsara. 

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Nascido em Zanzibar, em 1946, de pais parsi-indianos, que o criaram no zoroastrismo. Joanna Espin, curadora do Museu de cartões postais, que tem no acervo álbum de selos de correio de Freddie, disse ao Express: “Quando Freddie Mercury faleceu, muitos dos pertences dele foram queimados de acordo com as crenças religiosas de sua família."

"Uma das razões pelas quais achamos que este [álbum] não foi destruído com a morte de Freddie foi porque os selos originalmente tinham vindo de seu pai."

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O pai do cantor, Bomi, montou uma coleção de selos em Zanzibar, que o futuro vocalista do Queen tomou para ele entre os 9 e 12 anos de idade. Ser uma das únicas posses remanescentes do astro torna o álbum de selos particularmente raro e especial.

O item oferece uma visão fascinante da personalidade criativa do artista desde a infância. A  curadora disse: “A maneira como ele montou o álbum é bem diferente de um álbum de selos clássico e tradicional, porque se tratava mais de cores, padrões e formas do que lugares e datas."


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