Netflix, Disney e Warner custearão viagens de funcionários para interromper gravidez nos Estados Unidos

Empresas anunciaram decisão após lei Roe v. Wade ser anulada

Redação Publicado em 28/06/2022, às 13h42

Netflix, Disney e Warner Bros. Discovery
Netflix, Disney e Warner Bros. Discovery (Foto: Divulgação)

Disney, Netflix, Paramount, Comcast, Warner Bros. Discovery, Sony, Meta e várias grandes empresas de mídia e entretenimento cobrirão os custos de viagem de funcionários que buscam interroper a gravidez depois que a Suprema Corte anulou Roe v. Wade.

Informações reunidas pela Variety apontam que as empresas pretendem manter o acesso aos cuidados necessários para os funcionários, incluindo planejamento familiar e cuidados reprodutivo. Aqueles que não conseguirem o acesso para realizar o procedimento, terão uma viagem totalmente custeado pela empresa, para um local onde o procedimento é autorizado. 

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Após a decisão da suprema corte, 13 estados se posicionaram em direção ao banimento, pelo menos nove pretendem criminalizar o procedimento. Algumas empresas de Hollywood não responderam a um pedido de comentário sobre a decisão, enquanto outras, como Amazon e Lionsgate, ainda não tem uma posição sobre a medida.

O parecer final da Suprema Corte, escrito pelo juiz Samuel Alito, repudia totalmente a decisão de 1973 que garantia proteções constitucionais federais do direito ao aborto. Ele também efetivamente derruba a decisão de 1992 em Planned Parenthood v. Casey que manteve em grande parte o direito estabelecido em Roe.

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Nos Estados Unidos, os estados possuem poder de escrever as próprias leis com base na constituição local, por esse motivo, outros 16 estados devem seguir garantindo o acesso legal ao aborto seguro. Outros estados não devem proibir o procedimento, porém, também não possuem legislação que garanta o procedimento.

Uma série de artistas se manifestaram contra a decisão. Entre os nomes, estão Kendrick Lamar, Billie Eilish, Halsey, Cyndi Lauper, Green Day, entre outros.

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Confira o protesto de Olivia Rodrigo e Lily Allen cantando “Fuck You”. A música foi originalmente inspirada em partidos políticos ultraconservadores que lideravam os EUA e o Reino Unido na época em que foi escrita.