4 lições que aprendemos em Feel Good: ativismo, bissexualidade e mais [LISTA]

Segunda temporada de Feel Good, com Lisa Kudrow no elenco, chegou à Netflix e trouxe novas importantes reflexões

Redação Publicado em 09/06/2021, às 19h52

None
Pôster de Feel Good (Foto: Divulgação/Netflix)

Feel Good (2020) ganhou a segunda e última temporada na sexta, 4 de junho. A série original Netflix é uma espécie de biografia da própria atriz comediante protagonista, Mae Martin - mesmo nome da personagem. Ao longo dos episódios, acompanhamos a vida da canadense Mae, que além de lutar contra um vício, busca espaço no stand-up comedy em Londres e encontra um grande amor.

Nas duas temporadas, a incrível produção aborda romance, vícios, identidade, amadurecimento, bissexualidade, e mais, com um desenvolvimento extremamente interessante e reflexões importantes sobre essas pautas.

+++LEIA MAIS: 6 motivos para maratonar Feel Good, ótima série de comédia dramática da Netflix [LISTA]

Pensando sobre a sensível conclusão da série, listamos 4 lições ensinadas em Feel Goodao longo dos doze episódios que compõem a produção: de ativismo a identidade de gênero. Confira: 

Identidade de gênero

Mae Martin é não-binária. Na primeira temporada, a personagem ainda está descobrindo a identidade e, em uma das apresentações de stand-up, questiona-se: "Acho que sou transgênero, ou não-binária, ou quaisquer que sejam os termos hoje em dia. Mas, tanto faz, porque sempre fui assim."

+++LEIA MAIS: Tudo o que sabemos sobre a terceira temporada de Virgin River: estreia, elenco e mais [LISTA]

Neste momento, a comediante se sente frustrada por nunca ser masculina o suficiente para a sociedade ou homem o suficiente para sua namorada "heterossexual" ou por não saber como voltar a namorar um homem dada sua expressão de gênero. 

Ao longo dos doze episódios, diversas reflexões sobre identidade de gênero e não-binários são apresentadas a partir do autoconhecimento de Mae - e, certamente, são necessárias e urgentes em produções audiovisuais.

+++ LEIA MAIS: Ama romance? Conheça Virgin River, série viciante escondida no catálogo da Netflix


Bissexualidade

As protagonistas Mae Martin e George (Charlotte Ritchie) são bissexuais. Além delas, na segunda temporada, conhecemos um novo personagem, Elliott (Jordan Stephens), que é bissexual e não-monogâmico.

A partir das narrativas dos três personagens especificamente - seja individual ou coletivamente -, há várias reflexões incríveis sobre relacionamentos, orientação sexual, identidade, etc. 

+++ LEIA MAIS: 5 motivos para assistir The Bold Type, nova série na Netflix [LISTA]

Na primeira temporada, por exemplo, Mae afirma em uma das apresentações: "Vivo de acordo com a teoria de que todo mundo é naturalmente bissexual até certo ponto e que a sexualidade é como uma coisa fluida e dinâmica que pode mudar ao longo da vida."


Ativismo

George é professora e logo após conhecer Elliott na segunda temporada, envolve-se com um grupo de ativistas que buscam salvar as abelhas. Em diversos momentos, o público consegue entender a potência e necessidade do ativismo - em várias áreas: seja social, político, econômico, etc. 

+++LEIA MAIS: Os 58 lançamentos da Netflix para junho de 2021: Infiltrado na Klan, Minha Mãe é Uma Peça, Elite, Carnaval e mais [LISTA]

As reflexões acerca do ativismo, que partem de George, são igualmente intensas e interessantes. Além disso, a professora também passa a entender melhor sobre pertencimento, luta e união e, com isso, aprendemos uma série de importantes lições em relação a esse movimento. 


Dependência amorosa

Outro importante debate em Feel Good é apresentado devido ao vício de Mae em cocaína. Enquanto segue com as reuniões de reabilitação, a personagem começa a entender que transfere a dependência nas drogas para uma dependência romântica e fica obcecada na pessoa. 

+++LEIA MAIS: 6 motivos para maratonar Sombra e Ossos, nova série de fantasia da Netflix [LISTA]

Mae e George refletem sobre o quão tóxico estava sendo o relacionamento devido à dependência por parte da ambas, mas especialmente da comediante, e começam a analisar outros desdobramentos. Mais uma vez, com muita sensibilidade e naturalidade, a produção apresenta uma série de questionamentos importantes sobre relações amorosas. 

+++LEIA MAIS: A Mulher na Janela criou expectativa para destruí-la - resultado é decepcionante, confuso e desperdiça grandes atrizes [REVIEW]


+++ URIAS: 'AS PESSOAS ESTÃO COMEÇANDO A ENTENDER MAIS DE MIM' | ENTREVISTA | ROLLING STONE BRASIL