Bolsonaro é alvo de processos por famílias de vítimas da Covid-19

Integrantes da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 entraram com medida para responsabilizar Bolsonaro pela gestão da pandemia no país

Redação Publicado em 24/06/2021, às 11h02

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Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete / Getty Images)

O Brasil ultrapassou a triste marca de 500 mil mortos pela pandemia de Covid-19. Cada óbito representa uma família em luto - e muitas decidiram processar quem acreditam ser o principal responsável pelas mortes no país: Jair Bolsonaro (sem partido).

Conforme noticiado pela BBC, diversos parentes de vítimas da Covid, ou pessoas que conseguiram se recuperar da doença, estão processando o presidente. O advogado Gustavo Bernardes, por exemplo, teve alta hospitalar após ser intubado, e entrou na justiça para responsabilizar o presidente.

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Através de uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República (​PGR), Bernardes pede que seja oferecida uma denúncia contra Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) para, dessa forma, o presidente ser processado criminalmente. 

O advogado é presidente da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico) - e segundo a BBC, a medida, em nome de Bernardes, representa todos os integrantes da organização: dos que sobreviveram a casos graves da doença, aos que perderam familiares.

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Segundo Bernardes (via BBC), a medida foi a maneira encontrada pela Avico para responsabilizar Bolsonaro pela gestão durante a pandemia. No documento, argumenta-se que a conduta do presidente é uma  "estratégia federal cruel e sangrenta de disseminação da covid-19, perfazendo um ataque sem precedentes aos direitos humanos no Brasil".

O documento também aborda o incentivo de Bolsonaro ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra Covid-19, o atraso nas compras de vacina que prejudicaram a imunização do país e o estímulo a aglomerações. Ainda, a medida aponta para a defesa do presidente a “imunidade de rebanho”, sem nenhuma comprovação científica. A BBC questionou o Palácio do Planalto, mas não teve respostas.

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