Dolly Parton grava música inédita que será lançada apenas em 2045

No ano do lançamento da canção, cantora terá 99 anos de vida

Redação Publicado em 10/01/2021, às 16h00

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Dolly Parton no Glastonbury Festival (Foto: Getty Images / Ian Gavan / Equipe)

O último trabalho lançado por Dolly Parton foi A Holly Dolly Christmas, disco especial de Natal lançado em 2 de outubro de 2020. Por mais que o álbum seja recente, a cantora já gravou uma música inédita, mas ela foi enterrada em uma cápsula do tempo em Dollywood, parque temático da artista, e será lançada apenas em 2045. A informação é do Consequence of Sound.

Parton revelou essa informação no livro Songteller: My Life in Lyrics, publicado em novembro de 2020. Ela falou que a música foi selada em uma caixa de madeira enterrada em DreamMore, resort de Dollywood inaugurado em 2015. De acordo com o NME, a estrela instruiu a equipe a não abrir a cápsula do tempo até 2045, quando o empreendimento fará 30 anos de existência.

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"Seria uma música que nunca seria ouvida até 30 anos a partir do momento em que abrimos o resort", escreveu Parton no livro. "Eles disseram: 'Você estará morta há muito tempo [quando a cápsula for aberta].' Eu disse: 'Bem, talvez não. Vou fazer 99. Já vi pessoas viverem mais do que isso.'"

Dolly Parton continuou: "É meio estranho que eles me tenham pedido para escrever esta música misteriosa. Não sei se quero viver até os 100 anos ou não. Mas você nunca sabe. Eu posso, e se o fizer, estarei quando [a cápsula] abrir."

Mesmo tendo topado a ideia, a artista falou que tem sido "difícil" esconder a canção dos fãs. "Isso está me queimando por dentro que tenho que deixar isso pra lá", confessou. "É como enterrar um dos meus filhos, colocá-lo no gelo ou algo assim, e não estarei por perto para vê-lo trazido de volta para a vida."

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Como apontado pelo Consequence of Sound, Dolly Parton pode não ser detentora dos direitos da canção, porque em dezembro de 2020, ela disse ao Music Week sobre considerar seguir os passos de Bob Dylan e Neil Young, os quais venderam os direitos de toda discografia: "É muito possível que, por motivos de negócios, planejamento imobiliário e coisas de família, eu possa vender o catálogo que tenho agora."

"Eu sempre pensei sobre isso e tenho certeza que poderia conseguir muito dinheiro por isso", finalizou.


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