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Emilia Clarke explica como lidou com duas hemorragias cerebrais e estrelato de Game of Thrones

"A cada minuto eu pensava que ia morrer", contou a atriz em entrevista para o The Guardian

Redação Publicado em 02/12/2019, às 14h31

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Emilia Clarke (Foto: Charles Sykes/Invision/AP)

Em uma entrevista detalhada e introspectiva publicada pelo The Guardian, Emilia Clarke desabafa sobre como lidou com duas hemorragias cerebrais, a morte do pai e o estrelado de Game of Thrones.

Segundo a publicação, quando Clarke se envolveu na narrativa que a tornaria a Daenerys Targaryen, Mãe dos Dragões, a atriz não sabia, ainda, do derrame cerebral que teve aos 24 anos de idade. 

Clarke sofreu uma hemorragia subaracnóidea (HAS) causada por um sangramento em espaços ao redor do cérebro. Quando em 2011, sentia dores de cabeça e se arrastava para os vestiários da academia em que frequentava no norte de Londres e vomitava bile no banheiro, não fazia ideia do que havia acontecido. Um terço dos pacientes com HAS morre imediatamente ou precisam passar por um tratamento para evitar um segundo sangramento e que pode ser fatal. 

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Anos depois de ter estreado em Game of Thrones, não sabia que havia outro vazo sanguíneo inchado no cérebro e que ele havia dobrado de tamanho quando Clarke havia terminado de filmar a segunda temporada. 

Agora, com 33 anos, a atriz contempla a década que passou com esse diagnóstico, uma série nomeada como uma das melhores programas de TV de todos os tempos e a morte do próprio pai (que morreu de câncer em 2016) como uma série de acontecimentos que a mudaram. 

"Estou no ponto em que definitivamente acho que a hemorragia cerebral foi uma coisa boa", conta ao The Guardian

"Eu nunca fui destinada a ser a 'jovem atriz rebelde' que estampa as colunas de fofoca. Com a hemorragia cerebral, que coincidiu precisamente com o início da minha carreira - e de Game of Thrones -, me deu uma perspectiva que eu não teria tido se tudo tivesse acontecido de outra maneira", completa. 

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"Sou um ser humano bastante resistente, então ver um pai morrer, ter hemorragias cerebrais coincidindo com um estrondoso sucesso e pessoas te seguindo na rua é algo como: 'vamos tentar fazer disso algo sensato". 

Na década que viveu o melhor e o pior de uma vida, Clarke uniu forças para fundar uma instituição de caridade, SameYou, para promover o tratamento de pessoas que se recuperavam de lesões cerebrais e derrames. 

Apenas oito anos depois o derrame, a atriz decidiu falar sobre isso em um artigo para a The New Yorker

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"No set, não perdi o ritmo, mas lutei", conta ao lembrar de quando retornou para a série depois de realizar uma cirurgia no cérebro.

"A segunda temporada foi a minha pior. Eu não sabia o que Daenerys estava fazendo. Para ser sincera, a cada minuto eu pensava que ia morrer." 

Quando fez a declaração, a atriz relembra de achar angustiante compartilhar com o público o que havia passado: "Eu não queria que as pessoas pensassem em mim como alguém doente". 

Ao falar sobre o derrame e a perda do pai, Clarke diz: "É realmente difícil e o luto é horrível, e, no entanto, a morte é totalmente garantida". 

"Não olhamos para a tristeza adequadamente. São coisas que não discutimos - a tristeza funcional; quando sua visão de mundo e sua perspectiva sobre a vida te muda irrevogavelmente para sempre". 

Ela acrescenta: "Ao perceber que existe uma estrutura na vida, você sabe quando atinge os limites dela. E eu tento usar esses sentimentos ruins em vez de apenas 'respirar'. É como colocar plástico na lixeira para reclilar - pode ser que não vire nada, mas devo pelo menos tentar."

Recentemente, a atriz revelou que foi pressionada a fazer cenas de nudez para não "decepcionar" fãs da série

 

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