Ícone da música eletrônica mundial, Armin van Buuren valoriza estilo no Brasil: "Definitivamente vivo e pulsante" [ENTREVISTA]

O DJ trará o trance para São Paulo no domingo, 5 de abril, terceiro e último dia de Lollapalooza 2020

Camilla Millan Publicado em 09/03/2020, às 19h01

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Armin van Burren (Foto: Bart Heemskerk)

Você provavelmente não percebeu, mas Madonna, em 2001, flertou com a música eletrônica. Mais especificamente, a faixa “What It Feels Like For A Girl” apresentou o trance - uma música acelerada, de até 190 bpm, com melodias de sintetizadores e ritmo crescente e com quebras.

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Mas a diva pop não serve tão bem para o trance. Ou, pelo menos, não tanto quanto Armin van Buuren, um dos ícones mundiais mais celebrados da cena. Com 43 anos e carreira iniciada no final da década de 1990, o DJ é especialista: tem programa de rádio, sete discos, um bocado de prêmios. Ainda valoriza o gênero no Brasil: "Está definitivamente vivo e pulsante".

Em conversa com a Rolling Stone Brasil, o DJ e produtor holandês relembrou a trajetória profissional e as expectativas para o show no Lollapalooza 2020. Van Buuren é um dos headliners - toca no domingo, 5 de abril, 3º dia e último dia do festival - e não espera menos que uma grande apresentação.

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"Espero uma produção fenomenal de palco (como sempre) e uma multidão ardente e apaixonada", disse o DJ.

A multidão apaixonada já é típica do Brasil. Mas, para o músico, vai muito além disso, agora, e chega no puro trance. "A música está em alta, ultimamente. Mudou nos últimos anos, mas amo o fato da mensagem principal ainda ser a mesma. É assim que deve ser. A cena musical deve sempre evoluir. Essa é a beleza disso". E especificamente no nosso país? "Está definitivamente viva e pulsante. Tem tantos fãs fiéis, e amo a paixão de todas essas pessoas. Isso realmente faz diferença", acredita.

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Em turnê com Balance, 7º disco da carreira lançado em outubro de 2019, Armin van Buuren está com a agenda lotada de shows até agosto de 2020 - e o músico não pensa em parar depois disso: "Estou trabalhando duro na minha turnê 'This Is Me', e gosto de me esforçar no estúdio. Veremos os próximos acontecimentos. Meu sonho é manter meus atuais afazeres pelo maior tempo possível. É tudo que peço".

Mesmo com rotina agitada, a família, em nenhum momento, escapa dos pensamentos do DJ - tanto a esposa Erika van Thiel quanto os filhos Fenna e Remy. O músico, inclusive, anunciou o nascimento do último filho horas antes de se apresentar, como headliner, na Tomorrowland 2013, um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo.

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Van Buuren detalhou as dificuldades de ficar longos períodos afastado da família: "Amo passar um tempo com meus fãs nos shows, especialmente em países nos quais não estive há algum tempo. Mas isso também significa sair de casa, e sinto falta da minha família, então às vezes pode ser difícil. Embora possa chamar qualquer país de minha segunda casa, a primeira é onde minha família está".

Todas essas experiências de carreira - como a classificação, quatro anos seguidos, de DJ número um pela DJ Mag - são contempladas no novo disco de Van Buuren: "Cada música nova é resultado de todas as experiências dos anos anteriores. O mesmo vale para Balance. O disco mostra quem me tornei desde o começo da minha jornada", revelou o produtor.

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São 23 anos de carreira, uma nomeação ao Grammy 2013 - por "This Is What It Feels Like" - e 21 aparições - número recorde - no ranking 25 Billboard Dance/Electronic Albums

Van Buuren se apresenta no Lollapalooza 2020 no domingo, 5 de abril - último dia do festival. O Dj é um dos headliners do Palco Perry, voltado para a música eletrônica. Outro headliner é Martin Garrix. A apresentação no festival marcará o 12º show no músico no Brasil.


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