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James Gunn rebate comentários de Francis Coppola sobre filmes da Marvel: "Nem todo mundo é capaz de apreciar"

O diretor da trilogia O Poderoso Chefão havia declarado que Martin Scorsese pegou "leve" ao dizer que "o estúdio não sabe fazer cinema"

Redação Publicado em 21/10/2019, às 10h57

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Montagem com Francis Ford Coppola (Foto:AP Photo/Andrew Medichini/File) e James Gunn (Evgenya Novozhenina/Sputnik via AP)

James Gunn, diretor de Guardiões da Galáxia, respondeu à afirmação de Francis Ford Coppola, diretor de O Poderoso Chefão, de que os filmes da Marvel são "desprezíveis".

Os comentários de Coppola vieram depois que Martin Scorsese, diretor de Taxi Driver, revelou sua opinião sobre o estúdio, comparando as produções do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) a "parques temáticos".

Durante o Festival Lumière, em Lyon, na França, onde recebeu o Prêmio Lumière, Coppola afirmou: "Quando Martin Scorsese diz que a Marvel não faz cinema, ele está certo, porque esperamos aprender algo com o cinema, esperamos ganhar algo, alguma iluminação, algum conhecimento, alguma inspiração."

+++ Depois de Scorsese, Francis Coppola chama filmes da Marvel de "desprezíveis"

"Ele foi muito gentil ao dizer que aquilo não é cinema. Ele não disse que é desprezível, o que eu digo que é", continuou.

Em resposta, no último domingo, 20, Gunn escreveu um texto apaixonado no Instagram, que acompanha uma imagem dos personagens Groot e Rocket: “Muitos de nossos avós pensavam que todos os filmes de gangsteres eram os mesmos, muitas vezes chamando-os de ‘desprezíveis’. Alguns de nossos bisavós pensavam os mesmos do faroeste, e acreditavam que John Ford, Sam Peckinpah e Sergio Leone eram exatamente iguais."

“Me lembro de um tio com quem eu conversava sobre Star Wars. Ele dizia: 'Eu assisti quando se chamava 2001 e, cara, era chato!’ Os super-heróis são simplesmente os novos gângsteres, cowboys e aventureiros do espaço. Alguns filmes de super-heróis são horríveis, outros são lindos. Como faroestes e gangsteres (e, antes disso, apenas filmes, nem todo mundo é capaz de apreciá-los, mesmo alguns gênios. E tudo bem com isso.”

Veja a publicação original aqui.