J.K. Rowling é atacada por transfobia no Twitter

A autora de Harry Potter criticou um artigo por usar o termo "pessoas que menstruam" ao invés da palavra "mulher"

Redação Publicado em 08/06/2020, às 09h15

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JK Rowling (Foto: Joel Ryan/AP)

J.K. Rowling foi novamente atacada no Twitter pela comunidade LGBTQ+. A autora de Harry Potter foi acusada de transfobia após criticar o artigo Opinião: Criando um mundo pós-covid-19 mais igualitário para pessoas que menstruam, publicado na plataforma Devex.

Em um post, a escritora ironizou o uso da palavra “pessoas” ao invés de “women”, mulheres em inglês. “‘Pessoas que menstruam’. Eu tenho certeza que existe uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude. Wumben? Wimpund? Woomud?”, escreveu J.K.

De acordo com o The New York Times, o artigo aborda os risco enfrentados pelas mulheres durante o isolamento social, principalmente profissionais da saúde, que precisam de cuidados em relação ao ciclo menstrual, desde materiais até um espaço seguro para higiene.

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Pouco tempo depois do comentário, diversos usuários da rede social criticaram a posição da escritora. Um perfil escreveu: “Eu decidi não me matar, porque eu queria saber como terminava a história de Harry Potter. Por muito tempo, isso foi tudo que me manteve viva. Até eu conhecer meu marido, que me ajudou a aprender a me amar e querer viver. Você acabou de insultar ele na minha cara. Eu te odeio”.

Já a GLAAD, organização não-governamental que defende os direitos LGBTQ+, escreveu: “A propósito, procurando alguma leitura de inverno? O autor de Percy Jackson, Rick Riordan, não é transfóbico”. 

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A Humans Rights Campaign também se manifestou e retuitou um post feito em dezembro do ano passado, depois que J.K.defendeu a pesquisadora Maya Forstater, a qual afirma que não se pode mudar o sexo biológico. 

“Mulheres trans são mulheres. Homens trans são homens. Pessoa não-binárias são não-binárias. Em cópia, J.K. Rowling’.

Em resposta às críticas, a escritora disse que passou os últimos três anos estudando sobre transexuais e afirmou que o ódio pelas mulheres é eterno. Em seguida, ela escreveu que ama as pessoas trans, mas negar a existência do sexo é apagar a realidade das mulheres.

“Se o sexo não é real, não existe atração pelo mesmo sexo. Se o sexo não é real, a realidade vivida pelas mulheres ao redor do mundo é apagada. Eu conheço e amo as pessoas trans, mas apagar o conceito do sexo impede a capacidade de muitos discutirem significantemente a vida deles, Não é ódio falar a verdade”. 

Ela completou: “Eu respeito todos os direitos das pessoas trans de viverem do jeito que sentirem autênticas e confortáveis. Eu vou marchar com vocês, se vocês fossem discriminados por serem trans. Ao mesmo tempo, minha vida foi moldada por ser mulher. Não acredito que seja ódio dizer isso.”


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