Jornal inglês The Guardian enaltece Emicida: 'Rapper com a missão de resgatar a história negra do Brasil'

Tom Phillips também exaltou o trabalho do músico em Amarelo - É Tudo Pra Ontem

Redação Publicado em 19/01/2021, às 09h05

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Emicida canta AmarElo no Theatro Municipal de São Paulo em 2019 (Foto: Jef Delgado)

Em dezembro de 2020, estreou Emicida: AmarElo - É Tudo Pra Ontem, documentário do rapper brasileiro, na Netflix, o qual foi bastante elogiada pela crítica e público no Brasil. Pouco mais de um mês, a produção alcançou destaque internacional em uma matéria do The Guardian que enalteceu o artista.

"Quando Emicida, rapper negro brasileiro, imagina a história branqueada do país, ele vê um livro que carece de uma sucessão de páginas importantes", escreveu o jornalista Tom Phillips. "Nas canções e no palco, o músico paulista tenta corrigir essa narrativa enviesada, lembrando a vida e a época de acadêmicos, artistas e ativistas negros brasileiros na esperança de mudar o futuro do Brasil."

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O jornalista também pontuou que o rapper, cuja carreira existe há mais de uma década, construiu ao longo dos anos "uma reputação como um dos melhores MCs de hip-hop do Brasil" e sobre ele ter se tornado, nos últimos 12 meses, "uma das figuras culturais mais influentes do país."

Phillips também falou sobre AmarElo - É Tudo Pra Ontem, descrito como uma "descrição chocante, mas inspiradora, da luta de décadas contra a violência racista e a desigualdade em um país que ainda luta contra o legado danoso da escravidão."

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Ele também falou sobre Emicida ter entendido a missão de promover o passado negro marginalizado do Brasil em 2015, "quando visitou o museu nacional da escravidão de Angola durante sua primeira viagem à África. Lá, em uma capela à beira-mar do século 17, ele viu uma fonte onde africanos escravos eram 'convencidos de que não tinham alma' e eram batizados antes de embarcarem em navios com destino a países como o Brasil, então o maior importador de escravos do mundo."


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