Parasita entra para a história e se consagra o grande vencedor do Oscar 2020 com 4 prêmios

O filme sul-coreano do diretor Bong Joon-ho superou o favorito 1917 e também todas as expectativas e previsões para a cerimônia

Redação Publicado em 10/02/2020, às 02h41

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Bong Joon Ho, diretor de Parasita e Han Jin Won, roteirista do filme, no Oscar 2020 (Foto:AP Photo/Chris Pizzello)

Aconteceu entre a noite do último domingo, 9, e o começo da madrugada desta segunda, 10 (de acordo com o horário de Brasília, claro), a cerimônia do Oscar 2020, que surpreendeu por consagrar Parasita como o grande vencedor da noite.

O filme sul-coreano levou para casa quatro prêmios das seis categorias às quais estava indicado. O longa dirigido por Bong Joon-ho saiu vitorioso como melhor roteiro original, melhor diretor, filme internacional e também melhor filme, que o torna a primeira produção não falada em inglês a vencer a categoria principal da noite.

Parasita só não ganhou as estatuetas de melhor edição e melhor design de produção.

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A cada nova vez que subiu ao palco para receber um novo Oscar, o cineasta sul-coreano se mostrava comopletamente catatônico e extasiado.

Ao aceitar a estatueta de melhor diretor, ele elogiou os outros cineasta que também foram indicados. Falou que, antes de se tornar diretor, estudou os filmes de Martin Scorsese (que concorria com O Irlandês), e que só de disputar essa categoria com ele já era uma honra sem igual.

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Joon-ho elogiou também sobre a genialidade de Quentin Tarantino, e agradeceu por ele sempre o ter colocado nas listas de filmes favoritos, mesmo quando não era conhecidos nos Estados Unidos.

E a cada fim de um novo discurso, ele fazia questão de afirmar que, após o fim do evento, pretendia beber e comemorar até a manhã seguinte.

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Como era esperado, Joaquin Phoenix (Coringa) levou o prêmio de melhor ator, Brad Pitt (Era Uma Vez... Em Hollywood) de melhor ator coadjuvante, Renée Zellweger (Judy) a de melhor atriz e Laura Dern (História De Um Casamento) de melhor atriz coadjuvante.

1917, filme que aparecia como favorito em várias previsões para ganhar o prêmio principal, acabou só com três estatuetas, das 10 categorias às quais foi indicado: fotografia, mixagem de som e efeitos visuais.

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Além do Oscar conquistado por Phoenix, Coringa ganhou apenas mais um: o de melhor trilha sonora, para a compositora islandesa Hildur Guðnadóttir.

Da mesma forma, além da estatueta levada por Pitt, Era Uma Vez... Em Hollywood também se consagrou em apenas mais uma categoria: a de melhor design de produção.


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