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Música / Entrevista

Greta Van Fleet: ‘Somos uma banda muito mais estabelecida’, diz Sam Kiszka

Atração do Lollapalooza Brasil 2024, o baixista do Greta Van Fleet falou com a Rolling Stone Brasil sobre show e últimos trabalhos da banda

Daniel Wagner, Josh Kiszka, Jake Kiszka e Sam Kiszka formam Greta Van Fleet (Foto: Kevin Winter/Getty Images)
Daniel Wagner, Josh Kiszka, Jake Kiszka e Sam Kiszka formam Greta Van Fleet (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

Quando veio pela primeira vez ao Brasil, no Lollapalooza 2019, Greta Van Fleet era bastante desconhecida em território brasileiro e possuíam apenas dois discos de estúdio lançados, intitulados From the Fires (2017) e Anthem of the Peaceful Army (2018). Agora, Daniel Wagner, Josh Kiszka, Jake Kiszka e Sam Kiszka possuem uma base de fãs sólidas e mais dois álbuns, The Battle at Garden's Gate (2021) e Starcatcher (2023).

Inclusive, é com essa experiência e repertórios ampliados que os artistas se apresentarão no Lollapalooza Brasil 2024, no último dia de festival, em 24 de março, no Palco Samsung Galaxy, às 22h50. Durante entrevista à Rolling Stone Brasil, Sam revelou o que esperar do show, além de refletir sobre os últimos anos da banda.

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Muito bem-humorado e simpático, o baixista brincou como “estivemos nos preparando a vida toda para essa apresentação,” e reconheceu como o convite chegou “um pouco mais tarde,” já que o grupo entrou no lugar de Dove Cameron, que cancelou por “motivos pessoais.”

“Eu realmente não sei qual era essa situação. Mas eu adoro fazer shows em Lollapaloozas,” afirmou o artista. “E tocamos no Lolla Brasil antes e foi muito divertido. É muita energia na plateia. E nós pensamos: Sim, vamos fazer isso de novo!”

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Em seguida, ele reconheceu como Greta Van Fleet era muito diferente: “Agora, felizmente, sinto a gente como uma banda muito mais estabelecida. E perceba, mesmo que não tenhamos feito nada muito diferente desde então, agora as pessoas veem e ouvem Greta Van Fleet. E eles sabem o que é, que já existe há algum tempo. O paradigma é que Greta Van Fleet é uma coisa.”

É bom não termos que sentir que estamos provando algo a nós mesmos. Está provado o que Greta Van Fleet é, e adoro isso. Mas o que fazemos agora é, em alguns aspectos, diferente apenas devido à intensidade da agenda em 2024 contra 2019. É apenas diferente, mais brutal e é muito, muito bom.

Já o show, que acontecerá no domingo do festival em Autódromo de Interlagos, foi descrito como “bem dinâmico,” com grandes hits da carreira, faixas do trabalho mais recente, Starcatcher, assim como músicas energéticas e também aquelas mais calmas.

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“E digo isso porque é tudo uma questão de dinâmica, de trazer o público nessa jornada com você. Também gostamos de explodir coisas no caminho. De forma segura, claro, mas gostamos de muitos disparos e explosões. Então isso é sempre divertido,” adiantou.

Starcatcher teve outra dinâmica após pandemia

Durante a pandemia de covid-19, Greta Van Fleet lançou The Battle at Garden's Gate de uma maneira com a qual os quatro integrantes não estavam acostumados. Enquanto o sucessor, Starcatcher, foi feito em outro contexto.

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“É tudo uma questão de entrar em uma grande sala com todos os tipos de pessoas, que talvez seja o primeiro show deles, ou talvez seja o quinto show deles, talvez eles conheçam todas as músicas, talvez conheçam duas músicas, mas é sobre reunir todas essas pessoas e compartilhar uma experiência em uma noite de pura diversão,” explicou Sam Kiszka.

Espero que eles peguem essa energia e saiam pela porta no final da noite, e estejam inspirados, para fazer algo bem legal com isto.

Não apenas o contexto histórico do quarto disco de estúdio da banda foi diferente, mas os artistas exploraram outros estilos sonoros no álbum, que conta com uma parte acústica forte. Inclusive, esse estilo de música, seja do Leste Europeu ou John Denver, é bastante admirado pelo quarteto.

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Esse lado mais acústico do Greta Van Fleet estará presente no futuro da banda, também: “Para o próximo álbum, vamos tentar nos inclinar um pouco mais para esse lado acústico, mas sempre vai parecer aquela atitude rock and roll.”

“Por exemplo, a banda de rock mais famosa de todos os tempos, os Beatles, não era uma banda de rock como você pensa agora. Eles tocavam música elétrica, acústico e todos os tipos de coisas diferentes. Até os [Rolling] Stones faziam todos os tipos de coisas acústicas, [além de] Neil Young e Bob Dylan,” comentou.

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As narrativas complexas de Greta Van Fleet

Não apenas o rock and roll característico da banda, as músicas possuem letras profundas com uma narrativa que acompanha cada disco. Isso é uma maneira, como explicou Sam, de fazer as pessoas pensarem, colocar alguém em uma situação onde ele possa pensar nessa canção de uma forma que esteja dentro do universo Greta Van Fleet.

“Realmente gosto quando alguém vem até mim e diz: ‘Nossa, essa música é sobre uma pessoa em guerra, e eles estão fazendo isso.’ E é uma interpretação completamente própria das músicas,” disse. “E adoro ouvir essas interpretações, porque é isso que faço com as canções.

E eu acho que o que há de mais poderoso nas letras de Josh é que você pode interpretá-las.

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Para Sam Kiszka, essas narrativas e complexidade nas letras são fundamentais para a existência do grupo, e isso é atrativo mesmo se você entra em contato com as músicas deles mesmo sem ter essa noção ou contato prévio.

“A maneira como as letras são escritas é poética. Se você ouvir a música sem saber nada sobre Greta Van Fleet, a primeira coisa que você vai pensar é: ‘Nossa, esse cara canta muito alto.’ Elas são criadas de uma forma que soa bem ao ouvido,” explicou o baixista. “É lindo, é poesia, e você precisa cavar um pouco mais fundo para extrair muito significado disso. Muitas vezes, você precisa olhar a letra ou ouvir a música três ou quatro vezes.”

Porque não são apenas letras superficiais, tipo ‘eu fui a um bar, sentei e tomei uma cerveja.’ É sobre temas realmente grandes. Fala sobre a relação das estrelas com os humanos, com a humanidade, e a relação da humanidade com os arquétipos da guerra, do ódio e do amor.

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