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9 filmes e séries com 50 anos (ou mais) de idade que você vai amar [LISTA]

De Polanski a Hitchcock, de Star Trek a Feiticeira - mais de meio século passou, mas essas produções ainda são incríveis

Yolanda Reis Publicado em 21/10/2019, às 19h13

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Cenas de A Noite dos Mortos-Vivos e Doctor Who (Foto 1: Reprodução e Foto 2: Reprodução / BBC)

Bem antes da popularidade massiva da Marvel ou as tramas intrínsecas da HBO, alguns longas e séries fizeram muito sucesso e apresentaram histórias incríveis. Mas bem, bem antes, mesmo: no século passado.

Desde o lançamento de obras de diretores aclamados como Polanski e Hitchcock, até títulos inesquecíveis como Star Trek e A Feiticeira, passaram-se mais de 50 anos. O suficiente para uma história parecer clichê, ou os efeitos, imbecis. Mas nem sempre é assim - e algumas produções nunca deixaram de ser incríveis

Separamos, aqui, nove títulos produzidos entre 1954 até 1969 que acreditamos que tem o potencial de, até hoje, serem considerados extremamente divertidos. Veja: 


O Bebê de Rosemary (1968)

Este filme, escrito e dirigido por Roman Polanski, é adaptado da obra homônima de Ira Levin. Um thriller dos melhores. Mostra a jovem Rosemary começando a vida em um novo prédio ao lado de Guy, seu marido. Eles decidem engravidar, e ela sonha naquela noite que seu marido toma a forma de um demônio e faz sexo com ela. A mulher acorda cheia de arranhões.

Seus novos vizinhos são estranhos e bizarramente solícitos, ajudando-a em todos os passos da gravidez. Ela fica magra, doentia, pálida e cheia de dores enquanto o filho cresce dentro da barriga. Passa a acreditar que os vizinhos são satanistas e é tida como louca por seus amigos e família. No final (olha o spoiler!) descobre que era tudo verdade e aquilo era um complô para ela ter um filho do Diabo.


A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

Este não foi o primeiro filme de zumbis, mas foi o precursor no quesito “apocalipse” desses monstros, e ajudou bastante a fundar o estilo bem popular no final da década de 2000, assim como o “estilo clássico” dos mortos-vivos. É gráfico, pesado e violento, e foi tanto criticado quanto aclamado por isso.


Star Trek (1966)

Star Trek, ou Jornada nas Estrelas, começou contando as diversas aventuras do Capitão Kirk e sua tripulação da USS Enterprise (incluindo Dr. Spock) enquanto eles exploram o espaço. 

Virou uma das franquias mais famosas da história e recebeu sete séries derivadas, além de alguns filmes feitos até hoje. Ao lado de Star Wars, é uma das maiores franquias espaciais. 

Vale a pena assistir a série que deu origem à toda a saga. O nome “atualizado” é Star Trek: The Original Series.


A Noviça Rebelde (1965)

É um dos maiores clássicos de todos os tempos, todo mundo sabe o nome, mas… Questione os seus amigos e descobrirá que muitos nunca assistiram. E, por isso, entrou nesta lista. 

A Noviça Rebeldemostra uma jovem Julie Andrews como Maria, uma (pois é) noviça rebelde enviada para ser babá das sete crianças da família Von Trapp. Chegando lá, encontra uma casa movida de modo militar - e resolve aliviar tudo com um pouco de música, que diverte e encanta os rebentos. O filme termina com uma rápida sequência de ação na qual os Von Trapp precisam fugir pelas montanhas enquanto o exército nazista invade a Áustria.

Consta num número enorme de listas de Melhores Filmes Musicais, e tem canções completamente inesquecíveis, como "Do-Ré-Mi" e "Coisas que Eu Amo (My Favorite Things)."


A Feiticeira (1964)

Uma das primeiras sitcons, fez um sucesso enorme nos anos 1970. Conta a história de Samantha, uma jovem bruxa que se casa com James, um mortal. Depois que ele descobre que ela é bruxa, faz com que prometa maneirar na magia e tente viver como uma dona de casa comum de um lindo subúrbio americano. Isso, é claro, não dá certo - boa parte por causa da intervenção de Endora, mãe de Samantha e também bruxa.


Doctor Who (1963)

Antes de Star Trek, a britânica Doctor Whocomeçou a explorar o espaço. Nela, o personagem principal (conhecido apenas por Doctor) é um alienígena que viaja no tempo e no espaço em sua nave, a T.A.R.D.I.S, tendo quase sempre ao seu lado um companheiro de viagens humano. 

A série começou em 1963 e continuou até 1989, quando anunciou hiato. Em 1996, ganhou um filme, e em 2005 voltou a ser um seriado (nesta publicação, ainda era produzida). No Guinness World Records é tida como a série mais antiga ainda em produção.


Freud Além da Alma (1962)

O filme é uma biografia de Sigmund Freud, o pai da psicanálise e de boa parte da psicologia moderna. Na trama, o cientista vai contra toda a comunidade científica para defender as suas teses - usadas até hoje para a psicanálise.

Os momentos mais marcantes da carreira dele são mostrados de modo emocionante - e você esquece que é um filme biográfico e de teor científico, pois empolga e presente a atenção. Mesmo na época de seu lançamento fez sucesso: foi indicado a Melhor Roteiro no Oscar, e também concorreu no Festival de Berlim e Globo de Ouro.


Além da Imaginação (1959)

Além da Imaginação, ou Twilight Zone, ocupa o nº 7 no ranking de 100 Melhore Séries da Rolling Stone EUA (escrito em 2016). O seriado é uma das primeiras produções de sci-fi da história, e também tem episódios de terror e de suspense. Eles margeavam a censura do país (na época, nada "sensível" podia ir ao ar) ao maquiar críticas sociais e ao governo em ficção científica.

O criador do programa, Red Serling, dá um tom cômico às histórias bizarras e sinistras ao aparecer como o narrador. O método usado por ele para apresentar o programa (faz parte do cenário, não é notado, e faz comentários eventuais) foi usado em várias outras produções posteriormente, uma das mais recentes é Desventuras em Série (2017), da Netflix.


Janela Indiscreta (1954)

Uma produção de Alfred Hitchcock é, majoritariamente, um clássico. Mas entre filmes de mais renome, Janela Indiscretapassa, por vezes, ofuscado. Este thriller foi baseado no conto “It Had To Be Murder” (em tradução livre, “Tinha que Ser Assassinato”), de Cornell Woolrich.

O filme acompanha o fotógrafo Jeff enfurnado em casa depois de quebrar a perna. Para passar o tempo, bisbilhota entre as janelas a vida de seus vizinhos - até que percebe que um deles, provavelmente, matou a esposa. Tenta de tudo para provar, mas ninguém dá bola. E no final (spoiler! Quer dizer, se podemos chamar de spoiler uma história de 65 anos atrás), descobre-se que o fotógrafo esteve certo o tempo inteiro.