Afinal, Tenet é sobre viagem do tempo? Entenda o novo filme de Christopher Nolan

No Brasil, filme tem previsão de estreia para setembro

Redação Publicado em 28/08/2020, às 09h12

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Robert Pattinson e John David Washington em cena de Tenet (Foto: Reprodução / Youtube)

Uma das maiores estreias de Hollywood neste ano, sem sombra de dúvidas, é Tenet, filme dirigido por Christopher Nolan, um dos maiores e mais queridos diretores da atualidade. No entanto, o filme está cercado de mistérios e é muito difícil de entender do que, na verdade, a produção se trata.

Uma das maiores dúvidas se trata logo sobre o título. Tenet é um palíndromo, palavra que, de trás para frente, tem a mesma pronúncia e significado. No inglês, a palavra "tenet", de acordo com o RadioTimes, significa um princípio ou uma crença, tradicionalmente relacionada a uma religião ou entendimento filosófico.

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Ainda de acordo com o site, palavra se encaixa muito bem no que o protagonista, interpretado por John David Washington, porque, na missão, ele deve assumir com base na confiança, sem saber exatamente para quem trabalha ou para o que está trabalhando.

Nos materiais de divulgação de Tenet, o tempo é mostrado, em algumas ocasiões, invertido.  Muitas especulações apontavam para viagem no tempo, mas tem nada disso, de acordo com Robert Pattinson (via Vulture). O site aponta para o filme retratar a teoria das supercordas.

Além disso, como apontado pela Vulture, a produção pode retratar diversos assuntos, como inversão do tempo, manipulação do tempo, reversão do fluxo temporal, ou múltiplas linhas do tempo que fluem da mesma forma, de trás para a frente, ou a conexão de duas linhas do tempo por meio de algum portal.

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Toda a confusão e mistério dos trailers marca presença no filme. De acordo com o Uol, em Tenet, Nolan não deseja explicar tudo logo de cara. Para evitar distrações com dúvidas, o diretor usa e abusa de subtramas, emendadas umas nas outras, com cenas de ação, novos personagens e frases de efeitos quase sem parar. Assim, o espectador fica mais ocupado assistindo do que questionando.

Como dito pelo site, o diretor tem plena consciência desse ritmo maluco e frenético e usa ele para disfarçar incoerências e pontas soltas. Ou seja, ele direciona o público para onde ele quiser.

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Para o The Guardian, Tenet pode não ser tão desafiador quanto Amnésia (2000), outro disruptor temporal de Nolan, mas há momentos incríveis nele, como cenas de luta com socos simetricamente recorrentes e revisitados de diferentes pontos de vista, nos quais os combatentes são aparentemente governados por diferentes fluxos de tempo: um para frente, outro para trás. "Não deveria fazer sentido. Não faz sentido. O que isso faz é um cinema incrível", escreveu o crítico Peter Bradshaw.


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