Haddad chama Bolsonaro de 'pré-histórico' por defender abertura de igrejas na pandemia

O ex-prefeito de São Paulo usou as redes sociais para comentar sobre posicionamento do presidente

Redação Publicado em 09/04/2021, às 14h09

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Fernando Haddad (Foto: Getty Images / Victor Moriyama / Correspondente) e Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete, Getty Images)

Diante do avanço da pandemia de Covid-19, uma das principais discussões é sobre a proibição de missas e cultos presenciais. Jair Bolsonaro (sem partido) defende abertura dos templos e Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo, disse que o presidente é “pré-histórico” pelo posicionamento.

Na quinta, 8 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi contra a vontade de Bolsonaro e decidiu que estados e municípios podem proibir cultos e missas presenciais. Conforme Fernando Haddad comentou no Twitter, a tentativa de frear a pandemia com fechamento de templos não é inédita, mas realizada desde a Idade Média. Por isso, o político se referiu a Bolsonaro, defensor da abertura dos estabelecimentos, como “pré-histórico”.

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“Para quem pensava que Bolsonaro era medieval, pesa a informação de que os padres da Idade Média fechavam as igrejas durante as pandemias. O rapaz é pré-histórico,” publicou Haddad na quinta, 8 de abril. 

Decisão do STF

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para a autorização de proibição de cultos presenciais. Um dos ministros a votar a favor da medida foi Gilmar Mendes, que explicou não se tratar da quebra da liberdade religiosa. 

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"Porque senão deveríamos discutir também que a restrição ao funcionamento de escolas para salvar a vida das crianças é uma discriminação ao direito constitucional à educação, que a restrição a comícios é uma restrição à democracia, que a restrição aos jogos é uma restrição ao direito aos esportes. Tudo é uma restrição, mas não são discriminações. O que está em jogo é a defesa da vida, da saúde," explicou Gilmar Mendes.

As igrejas são consideradas ambientes de ampla disseminação da Covid-19. Segundo estudo da Universidade de Stanford, o risco de transmissão da doença em templos é maior que em consultórios e supermercados.

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