Lula tira sarro de Bolsonaro e cita acusações contra DiCaprio

O ex-presidente discursou no Rio de Janeiro na quarta, 18, sobre a extinção do Ministério da Cultura

Redação Publicado em 19/12/2019, às 16h25

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Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: AP/Eliária Andrade /Agência o Globo/ GDA)

Na noite da última quarta, 18, Lula realizou ato público pela cultura no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O evento reuniu famosos, entre eles Dira Paes, Emiliano D'Ávila, Guta Stresser, Cristina Pereira, Osmar Prado, Amir Haddad, Antônio Pitanga e Agnaldo Timóteo

O ato iniciou às 19h com DJ Penna, e contou com discurso de Osmar Prado, ator de 70 anos. Ele disse:  "Porque nós amamos a cultura e a arte, que nós queremos um Brasil democrático".

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Prado também falou sobre o dia da prisão do ex-presidente: "Ao se entregar, Lula começou a derrotar seus algozes de dentro da cadeia. Qual país não asilaria Lula? Lula de dentro da cadeia foi candidato ao prêmio Nobel, se tornou cidadão honorário de Paris e nós estamos reunidos aqui hoje e espero que isso seja apenas o início de um Tsunami que vai varrer a obscena realidade que vivemos em Brasília. Dez mil Moros, 10 mil Bolsonaros não chegariam ao dedo mindinho do presidente Lula, que a prensa esmagou", falou o ator.

Com o discurso, Lula se emocionou e a platéia vibrou. O ex-presidente também falou ao microfone e criticou Jair Bolsonaro: "Cultura é vida e este governo prega a morte. O governo Bolsonaro é contra todas as formas de expressão", disse.

O ex-presidente fez referências a alguns artistas, como Fábio Porchat. Ele citou a frase do humorista, publicada no Twitter "Bolsonaro não governa, ele se vinga" e complementou: "É uma vingança a cada um de vocês, que trataram de gritar, gravar, cantar, grafitar e escrever: Ele não".

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Lula também citou Leonardo DiCaprio ao caçoar da acusação de Bolsonaro, que disse que DiCaprio financiava ONGs supostamente responsáveis pelos incêndios na Amazônia. "Daqui a pouco vão dizer que sou filho do Leonardo DiCaprio", disse o ex-presidente.

Além disso, Lula fez críticas à extinção do Ministério da Cultura e defendeu a atriz Fernanda Montenegro, alvo de xingamentos por Roberto Alvim, diretor da Funarte: "Fernanda Montenegro em 30 segundos olhando para uma câmera, fez muito mais que o Bolsonaro em 30 anos para o Brasil"

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Em setembro de 2019, Alvim chamou Montenegro de sórdida e mentirosa.


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