Paul McCartney diz que processar os Beatles era a "única maneira" de salvar as músicas

"Não havia como eu trabalhar tão duro por toda a minha vida e ver tudo desaparecer em uma nuvem de fumaça", explicou o astro

Redação Publicado em 04/08/2020, às 17h06

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Paul McCartney (Foto: Tim Sharp / AP)

Paul McCartney esclareceu, em uma nova entrevista à GQ, via NME, os detalhes da época em que processou os Beatles para "salvar" a música da banda. O baixista disse que não tinha outra opção a não ser o processo. 

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O astro anunciou oficialmente a saída da banda em abril de 1970 e, mais tarde naquele ano, entrou com uma ação judicial que pedia a dissolução formal do grupo. Depois de anos, finalmente, conquistou os direitos das músicas.

"Como eu tinha que fazer isso, acho que fui o cara que acabou com os Beatles e o bastardo que processou os companheiros. A única maneira de eu salvar os Beatles e a Apple - e lançar Get Back, de Peter Jackson, e que nos permitiu lançar o Anthology e todos esses grandes remasters de todos os grandes discos dos Beatles - foi processar a banda", esclareceu.

McCartney continuou: "Eu disse: ‘Bem, vou processar Allen Klein’, e me disseram que não podia, porque ele não fazia parte disso. 'Você precisa processar os Beatles'."

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"Como você pode imaginar, isso foi horrível e me proporcionou momentos terríveis. Bebi demais. E foi uma loucura, mas eu sabia que era a única coisa a se fazer, porque não havia como eu trabalhar tão duro por toda a minha vida e ver tudo desaparecer em uma nuvem de fumaça. Eu também sabia que, se conseguisse salvá-lo, estaria guardando para eles [o resto dos Beatles] também", concluiu. 


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