Sex Education: 6 lições que aprendemos com a terceira temporada: importância de consentimento, pluralidade das vulvas e mais [LISTA]

A terceira temporada chegou ao catálogo da Netflix no dia 17 de setembro - e chega repleta de lições importantes e debates urgentes

Redação Publicado em 12/10/2021, às 12h40 - Atualizado em 14/10/2021, às 16h52

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Asa Butterfield como Otis e Mimi Keene como Ruby em Sex Education (Foto: Reprodução)

A terceira temporada de Sex Education chegou ao catálogo da Netflix no dia 17 de setembro - e, como grande parte do público esperava, repleta de lições e aulas sobre sexualidade, amor-próprio, autoconhecimento, comportamento, sexo, e mais. Felizmente, a série foi renovada para mais uma leva de episódios. 

Apesar de manter um tom predominantemente adolescente ao longo da narrativa, o seriado pauta temas e assuntos urgentíssimos, os quais precisam ser cada vez mais discutidos e aprofundados nas produções audiovisuais. 

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Sex Educationmostra, desde a primeira temporada, a potência em abordar temas tão significativos para a adolescência; educação sexual, debates sobres sexualidade, autoconhecimento, amor-próprio, entre diversos outros assuntos que, por serem muitas vezes evitados, seguem oprimindo as pessoas a serem elas mesmas. 

Na terceira temporada, não foi diferente. A série de sucesso da Netflix trouxe uma gama de temas para refletirmos, repensarmos e nos questionarmos. Pensando nisso, listamos seis lições que aprendemos com os novos episódios da aclamada produção do streaming.

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[ATENÇÃO: o texto abaixo contém spoilers da terceira temporada]

Importância do consentimento

Aimee Gibbs (Aimee Lou Wood) sofreu assédio sexual na segunda temporada de Sex Education e, desde então, enfrenta traumas por conta da situação. Nos novos episódios, em meio às sessões de terapia, Jean Milburn (Gillian Anderson) lembra a garota que a personalidade, roupas e comportamento dela não é convite para alguém se aproximar dela sem permissão.

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Mais uma vez, a série da Netflix reforça sobre o fato da culpa jamais ser da vítima - e lembra que toda e qualquer relação, toque, fala ou aproximação só deve acontecer com o consentimento da pessoa. 


Gênero não-binário e importância do uso dos pronomes corretos

A representação dos direitos das pessoas não-binárias é presente ao longo de toda a narrativa da terceira temporada, com o enredo de Cal, quem chega para somar aos protagonistas da série, focando em discussões acerca da não-binaridade de gênero. 

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Cal dá uma série de lições no espectador com suas importantes falas e diálogos com outros personagens. Na sexta, 8 de outubro, a Netflix Brasil listou algumas delas em uma publicação no Instagram.

Confira: 

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Sexo casual não deve ser condenado 

As discussões acerca do sexo casual são encabeçadas especialmente por Jean Milburn (Gillian Anderson), quem admite que fez muito sexo causal ao longo da vida. No entanto, não se arrepende pelas experiências, muito menos se envergonha delas.

A terapeuta sexual sempre lembra da importância de entender o sexo como uma experiência natural dos seres humanos, que não deve ser condenado socialmente pelos desejos e vontades. No entanto, também reforça que as relações sexuais devem acontecer com proteção para evitar a transmissão das ISTs (Infecções sexualmente transmissíveis).

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Pluralidade das vulvas 

Um dos destaques da temporada é quando Jean explica para Aimee que cada vulva é única: existem diversos formatos, cores e características que tornam a região externa da genitália totalmente singular — e, consequentemente, plural, porque cada uma terá seu próprio tipo de vulva.

Jean indica um site com variados tipos de vulvas para Aimee, quem fica fascinada com a pluralidade - e, o ambiente virtual, de fato, existe. Acesse o "Toda PPK É Linda" aqui. Mas atenção: a plataforma lembra que "em algumas partes do mundo vulvas são consideradas conteúdo adulto," por isso, se você tem menos de 18 anos, "é melhor obter consentimento dos seus responsáveis antes de continuar."

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Sexo é diálogo - e nem todas as expectativas são atendidas

Com vários personagens cada vez mais conhecendo os próprios desejos sexuais na terceira temporada, a série reforça constantemente a importância do diálogo para que o sexo seja prazeroso para todas as partes envolvidas no ato.

Um exemplo é quando Adam e Eric decidem transar e enfrentam uma falta de alinhamento e uma confusão - que é totalmente natural, especialmente na adolescência. E, ainda, os dois só conseguem fazer o tão esperado sexo quando Adam se sente à vontade o suficiente para expor a maneira com a qual ele se sentiria confortável durante a relação sexual. 

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Existe força na vulnerabilidade

Sentir-se vulnerável está longe de ser um sinônimo de fraqueza. Com a narrativa aprofundada de Ruby (Mimi Keene), conhecemos mais detalhes sobre a história da personagem. A partir dela, Sex Education mostra que transparecer as vulnerabilidades é apenas uma maneira de encontrar uma nova força e estabelecer relacionamentos mais íntimos e profundos com aqueles que estão ao redor. 


Sobre Sex Education

Sex Educationé uma série de comédia da Netflix. A terceira temporada foi lançada em 2021, somando 24 episódios ao todo, cada um com cerca de 50 minutos. A produção foi bem recebida pelo público e pela crítica. No Rotten Tomatoes, tem 96% de aprovação; no Metacritic, 8,1; e, no IMDB, 8,3.

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A série mostra a vida de Otis (Asa Butterfield), um adolescente sexualmente reprimido e filho de uma psicóloga. Ele resolve dar orientação sexual para os colegas de escola - enquanto todos eles se descobrem. Há discussões sobre sexualidade, LGBTs, aceitação, assédio, entre outros pontos importantes.