5 motivos para assistir Meu Amor: Seis Histórias de Amor Verdadeiro, da Netflix [LISTA]

A produção foi disponibilizada na plataforma de streaming no dia 13 de abril

Julia Harumi Morita Publicado em 16/04/2021, às 16h09

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Cenas de Meu Amor: Seis Histórias de Amor Verdadeiro (Fotos: Reprodução /Twitter)

No dia 13 de abril, a Netflix lançou Meu Amor: Seis Histórias de Amor Verdadeiro, uma série documental sobre paixões e casamentos que se prolongam por décadas, e, agora, ganham um retrato sensível na terceira idade.

Cada episódio tem duração de aproximadamente uma hora e é protagonizado por um casal de um país diferente. Os seis episódios viajam pelo Estados Unidos, Espanha, Japão, Coreia, Brasil e Índia.

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É fã de romance? Então confira cinco motivos para assistir Meu Amor: Seis Histórias de Amor Verdadeiro, selecionados pela Rolling Stone Brasil especialmente para os românticos de plantão. Confira:

Um viagem ao redor do mundo

Além de cada capítulo ser estrelado por um casal de um país diferente, os episódios são dirigidos por cineastas locais: Elaine McMillion Sheldon, Chico Pereira, Hikaru Toda, Moyoung Jin, Carolina Sá, Deepti Kakkar e Fahad Mustafa, respectivamente.

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Um trabalho minucioso

O trabalho minucioso dos diretores é um dos destaques da obra. Cada casal se dispõe a passar um ano na frente das câmeras, as quais captam os pequenos e os grandes momentos de cada relacionamento, como uma soneca ou uma complicação de saúde.


Histórias verdadeiras

Os capítulos podem ser cansativos para aqueles que preferem produções com episódios curtos, mas, talvez, essa escolha criativa seja importante para enfatizar um elemento essencial dessa obra: a veracidade.

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Os diretores registram a vida real - que, convenhamos, nem sempre é tão emocionante quanto filmes ou obras baseadas em fatos reais, como Modern Love (2019). Mas Meu Amoré encantador e pode conquistar os espectadores, que assim como os personagens, praticam a arte da paciência e do olhar atento aos detalhes da vida.


Brasil

Não podemos deixar de mencionar o quinto episódio, ambientado no Rio de Janeiro. Para o público brasileiro, a série cria um contraste interessantíssimo entre culturas distantes e próximas de nós.

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Além disso, este episódio nos surpreende logo no começo ao retratar a história de amor entre duas mulheres, Nicinha e Jurema.


Um olhar sensível sobre a vida

Os casais da terceira idade trazem uma sensibilidade singular para a produção e naturalmente carregam reflexões sobre os aprendizados da vida, a transmissão de conhecimentos aos filhos e inevitabilidade da morte.

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No começo de cada ano, um objetivo: ler mais livros. Responsabilidades e prioridades interferem no dia a dia e as histórias ficam para trás. No entanto, é possível consumir bons contos sem recorrer a Ulysses (1922), de James Joyce ou Guerra e Paz (1867), de Tolstói. Bons livros podem vir em pequenas doses, e serem aproveitados naquele fim de semana separado especialmente para isso.

Selecionamos uma lista de seis livros curtos, mas ótimos, do clássico ao contemporâneo para ler em um dia:

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O Velho e o Mar - Ernest Hemingway (1952)

Depois de 84 dias sem pescar nada, o velho Santiago consegue fisgar um marlim gigante, o maior peixe que já viu. Passa três dias lutando contra o animal ao tentar trazê-lo para a praia, quer provar como ainda é um bom pescador, apesar da velha idade. 

Durante o embate entre ele e o peixe, um monólogo interior de Santiago começa. Junto dele, vêm as dores, machucados, dúvidas e dificuldades para domar o peixe. Quando finalmente consegue, outro obstáculo aparece no caminho.

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O Velho e o Mar é um retrato do tempo do autor em Cuba e se tornou um clássico da literatura contemporânea. Após a publicação, Hemingway recebeu o prêmio Nobel de Literatura.


As Cidades Invisíveis - Ítalo Calvino (1972)

Inspirado por Shakespeare e Hemingway, Calvino traz uma mistura entre realidade e ficção. Esse livro de menos de 200 páginas é uma conversa entre duas figuras históricas: Marco Polo, viajante veneziano, e Kublai Khan, governante do Império Mongol do Século XI.

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Nessa rede de textos curtos, Marco Polo descreve diversas cidades do império do conquistador pelas quais teria passado. Calvino explora o conceito de cidade e aspectos como memória, símbolos, nomes e desejos. 

Não é uma narrativa histórica, é bastante ficcional, com anacronismos e reflexões filosóficas. É uma boa pedida para fãs da escrita de Calvino, a leitura parece a descrição de um sonho.

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A Filha Perdida - Elena Ferrante (2006)

Autora da Tetralogia Napolitana, Elena Ferrante conquistou leitores ao redor do mundo com o retrato cru e comovente da Itália. Nesta história, Leda começa aliviada por poder passar as férias sozinha, longe das filhas e das responsabilidades da maternidade. 

Viaja ao litoral italiano e conhece Nina, mãe de Elena, quem, por sua vez, é mãe de uma boneca. Torna-se obcecada por elas. Angústias e segredos do passado começam a despertar.

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A Filha Perdida fala de maternidade, amizade, disputa feminina e conflitos entre gerações, temas comuns na obra da autora. Para quem tem curiosidade de conhecer a escrita envolvente e cativante de Ferrante, mas não quer encarar a série de quatro livros, é a escolha perfeita.


A Morte de Ivan Ilitch - Liev Tolstoi (1886)

O livro começa no funeral de Ivan Ilitch. Não é spoiler, o título revela. Depois, ao longo da novela, voltamos para acompanhar sua vida e carreira de maneira cronológica. Juiz de vida abastada, descobre uma doença terminal na Rússia do Século XIX. A partir de então, passa a refletir sobre a existência. 

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Em menos de 100 páginas, o escritor criou uma história de partir o coração. É uma das obras mais famosas de Tolstói e uma boa alternativa para quem quer começar os autores russos por livros mais curtos e acessíveis.


O bem-amado - Dias Gomes (1962)

Para quem gosta de teatro, essa peça é para dar altas risadas. O Coronel Odorico Paraguaçu é prefeito de uma cidade pequenininha chamada Sucupira e a personificação caricata da política brasileira. 

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O objetivo de Odorico para ajudar na campanha política é inaugurar um cemitério. No entanto, um problema: precisa providenciar um morto em um vilarejo onde ninguém morre. Ora cômico, ora patético, O bem-amado é, acima de tudo, atual.


A Vegetariana - Han Kang (2007)

Dona de casa e mulher completamente banal, Yeonghye decide parar de comer carne abruptamente depois de um sonho. Então, começa a se distanciar da família — cujos poros, segundo ela, cheiravam a carne —, da sociedade e da própria humanidade. Tudo isso acontece em Seul, coração da cultura coreana e sua culinária muito baseada em produtos animais.

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A narrativa de Han Kang é dividida em três partes, cada uma com um narrador diferente, mas nunca a protagonista, mostra apenas como os outros a enxergam. É um livro inusitado, chocante e provocará pensamentos até muito tempo depois do término.