Aves de Rapina é um filme sobre mulheres fortes e imperfeitas, em uma Gotham não comandada por Bruce Wayne, diz Margot Robbie

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta, 6, o elenco da nova aposta da DC deixou claro que o filme tem tudo para acertar em tudo que Esquadrão Suicida errou

igor Brunaldi Publicado em 06/12/2019, às 12h59

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Aves de Rapina (Reprodução)

No dia 6 de fevereiro de 2020, chega aos cinemas nacionais o tão aguardado Aves de Rapina, sucessor espiritual (mas, se tudo der certo, muito melhor) de Esquadrão Suicida, grande fracasso de 2016, época na qual Jared Leto era o Coringa, e não Joaquin Phoenix.

Estrelada por Margot Robbie, que retorna ao papel de Arlequina, a nova aposta da DC promete acertar em todos os aspectos que deram errado anteriormente, a começar pelo maior foco na protagonista, considerada quase que de maneira unânime a melhor parte de um filme quase inteiramente errado.

Dessa vez, Arlequina vem acompanhada por uma nova trupe: Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain (Ella Jay Basco) e Renee Montoya (Rosie Perez). Para completar o elenco principal, ninguém menos que Ewan McGregor chega ao Universo Cinematográfico da DC para viver o vilão Máscara Negra.

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Nesta sexta, 6, as atrizes que compõem as Aves de Rapina vieram a São Paulo para promover o filme, em um evento organizado pela Warner Bros. Na coletiva de imprensa, as estrelas falaram sobre as dores de fazer as próprias cenas de ação, o impacto de fazer um filme com foco em um grupo de mulheres não apenas fortes e duronas, mas também cheias de defeitos e que cometem erros, e a cara dessa nova versão de Gotham que, como Margot afirmou: "Não é a Gotham de Bruce Wayne".

Ela contou que se apaixonou pela personagem principalmente quando começou a ler as HQs. Além disso, fez questão de retornar ao papel depois de Esquadrão Suicida, por ter sentido a necessidade de aprofundar mais a história da Arlequina sem necessariamente depender do Coringa: "Eu não estava pronta para parar de interpretá-la".

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O elenco aproveitou também o momento para elogiar a forma como a roteirista Christina Hodson elaborou cada uma das Aves, com as respectivas fragilidades, erros, motivações e até estilo de luta. E falando em luta, as cinco concordaram que foi uma experiência desafiadora, dolorosa e singular gravar as cenas de ação, nas quais tentaram ao máximo elas mesmas executarem cada acrobacia e momentos de porrada, sem precisarem ser substituídas por dublês.

"O combate foi feito da forma mais real possível, sem muitos efeitos, com explosões e pancadas de verdade", garantiu a diretora Cathy Yan, que também compareceu ao evento, antes de lembrar o quanto foi exaustivo para as atrizes filmare longas cenas de combate sem corte, detalhe que exalta a pressão de executar com precisão milimétrica as coreografias da luta.

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Rosie Perez, que interpreta a detetive Renee Montoya, agente do Departamento de Polícia de Gotham (e eleita pelo elenco como a personagem do filme que mais chutou homens no saco), exaltou toda a produção por ter sido executada por uma equipe composta majoritariamente por mulheres, e não apenas isso: mulheres de diferentes etnias: "O fato de sermos fortes, e destruir tudo é só a cereja no topo do bolo". E completou com um detalhe importantíssimo: "Não somos objetificadas nesse filme".

Sobre a força de se contar uma história protagonizada por mulheres imperfeitas e cheias de defeitos, como não costumam mostrar nos cinemas, Margot também falou que se surpreendeu com a identificação e aceitação que a Arlequina recebeu do público. "Nunca imaginei que ela seria tida como um exemplo".

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E acrescentou que a personagem é fraturada, quebrada, desregulada, mas consegue entender os erros dela, "e talvez é por isso que as pessoas se identificam, porque ela não é perfeita". Mary Elizabeth aproveitou o assunto para completar: "elas estão longe de serem perfeitas. Mas querem ser melhores, mesmo com todos os defeitos."

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