Recuo de Bolsonaro desorientou apoiadores nas redes sociais, dizem dados

Segundo reportagem do Estadão, apoiadores Jair Bolsonaro ficaram perdidos após carta do presidente que indica recuo nos ataques ao STF

Redação Publicado em 10/09/2021, às 12h54

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Jair Bolsonaro durante ato na Avenida Paulista em 7 de setembro de 2021 (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

Os apoiadores de Jair Bolsonaro (sem partido) ativos nas redes sociais ficaram desorientados após a mudança de tom do presidente. Na quinta, 9, o chefe de Estado divulgou uma carta à população na qual indicou um recuo nos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), realizados de forma recorrente nos últimos meses.

Conforme publicado pelo Estadão, a Bites Consultoria fez uma análise das publicações dos apoiadores entre a paralisação dos caminhoneiros e momento após a divulgação da carta de recuo do presidente.

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Entre as 822 mil publicações identificadas no período, a análise percebeu três ondas diferentes. A primeira, antes da divulgação do áudio em que o presidente pedia o fim da paralisação na noite de quarta, 8, a tendência dos bolsonaristas nas redes sociais era de apoio irrestrito ao ato.

Em seguida, na manhã de quinta, 9, os bolsonaristas se preocuparam em justificar o ato nas redes. No entanto, na terceira onda, após a nota de recuo sobre Bolsonaro aos ataques do STF, apoiadores ficaram desorientados entre manter fidelidade ao chefe de Estado e apoiar o ato.

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Segundo publicação do Estadão, após a carta de Bolsonaro, enquanto apoiadores em grupos dos WhatsApp seguiram o pedido de calma do presidente, outros fizeram críticas. O PTB, partido do bolsonarista Roberto Jefferson, preso por ordem de Moraes, manifestou-se sobre a declaração do chefe de Estado: “Não se transige a tirania”.

Carta de Bolsonaro à população

Após diversos ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) feitos nas manifestações de 7 de Setembro, o presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta, nomeada “Declaração à Nação” e redigida com a ajuda do ex-presidente Michel Temer, com um tom mais pacífico.

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"Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar," afirma o presidente no texto.