Bolsonaro confirma discurso em protesto de 7 de Setembro: ‘Não é palavra de ameaça’

Em conversa com apoiadores nesta sexta, 20, Bolsonaro afirmou que irá participar de protesto convocado para 7 de setembro

Redação Publicado em 20/08/2021, às 11h27

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Bolsonaro de máscara olha para o lado (Foto: Andre Coelho/Getty Images)

Jair Bolsonaro (sem partido) irá discursar em protesto do dia 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, convocado em Brasília e São Paulo. Em conversa com apoiadores nesta sexta, 20, o presidente confirmou a participação, e disse que discurso não será “palavra de ameaça a ninguém”.

Conforme noticiado pelo O Globo, os protestos convocados por apoiadores do presidente são uma tentativa de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso. Inclusive, o próprio Bolsonaro compartilhou mensagem no Whastapp na última semana em que nomeava o ato “contragolpe” às ações das entidades.

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Durante conversa com apoiadores na entrada do Palácio do Planalto, falou sobre os atos: “Dia 7, esse é o horário, vamos hasteá-la [bandeira] aqui, com cerimônia militar, às 8h. Às 10h, estamos aqui na Esplanada. Pretendo usar a palavra. Não é uma palavra de ameaça a ninguém.”

O presidente também afirmou que as manifestações não acontecerão apenas em Brasília (via O Globo): “Estaremos em São Paulo fazendo a mesma coisa. Pode ter certeza, vamos ter uma fotografia para o mundo do que vocês querem. Eu só posso fazer uma coisa se vocês assim o desejarem.”

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Ataques de Bolsonaro ao STF

Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro tem feito ameaças ao STF, principalmente aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, devido à abertura de inquéritos contra ele.

Em visita ao Cuiabá na quinta, 19, Bolsonaro comparou as ações do STF a uma “ditadura”: "Não se pode abrir um processo contra o presidente da República sem ouvir o Ministério Público, isso é ditadura. Quem age dessa maneira não é digno de estar dentro daquela corte. Me submeto sem problemas a qualquer processo legal, já estipularam até pena para mim por ser contra atualmente à maneira de se fazer eleições."

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Devido às críticas ao modo de operação do STF, o presidente entrou com uma ação em que questiona a constitucionalidade das decisões da entidade, como o Inquérito das Fake News.


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