Pesquisadora encontra carta de Bolsonaro publicada em sites neonazistas; entenda

Conforme noticiado pelo The Intercept Brasil, a antropóloga Adriana Dias encontrou carta de Jair Bolsonaro publicada em pelo menos 3 sites neonazistas brasileiros

Redação Publicado em 29/07/2021, às 11h19

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Jair Bolsonaro mexe na máscara durante visita a São Paulo em agosto de 2020 (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

A antropóloga Adriana Dias encontrou, em pelo menos três sites neonazistas brasileiros, uma carta escrita por Jair Bolsonaro (sem partido), então deputado federal. Publicadas pelo The Intercept Brasil, as informações mostram que apoio de neonazistas foi recebido positivamente pelo atual presidente.

Estudiosa de grupos neonazistas no Brasil e pesquisadora da Unicamp, Adriana Dias encontrou a carta por acaso. Segundo a reportagem, ao se preparar para uma palestra, a estudiosa consultou a impressão de uma página encontrada por ela em 2006— e se deparou com um texto escrito por Jair Bolsonaro.

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Segundo o The Intercept, a pesquisadora é uma “caçadora digital de nazistas”, e imprime páginas desses sites para arquivar em pesquisa e usar como prova para pedir que o conteúdo seja retirado do ar.

Na carta de 17 de dezembro de 2004, acompanhada da foto de Bolsonaro e um link para o site que usava na época, ele agradece os leitores pelo apoio. O então deputado também comunica, segundo o UOL, que protocolou requerimento para realizar uma sessão solene na Câmara em homenagem aos militares mortos em batalhas contra a Guerrilha do Araguaia, movimento político armado que queria realizar uma revolução socialista.

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"Todo retorno que tenho dos comunicados se transforma em estímulo ao meu trabalho. Vocês são a razão da existência do meu mandato", diz a carta, publicada em ao menos três sites neonazistas brasileiros.

Conforme explicado pelo The Intercept, não tem como provar que a carta foi escrita para o site neonazista, mas a pesquisadora não encontrou a mensagem em outros lugares. Ainda, o documento encontrado por Adriana Dias seria uma prova do apoio de neonazistas brasileiros como parte da base bolsonarista há quase duas décadas.

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