5 filmes na Netflix para lidar com o coração partido

Produções que abordam as fases do pós-término, o autoconhecimento, a ajuda dos amigos e mais para superar o fim de um relacionamento

Isabela Guiduci Publicado em 04/04/2020, às 11h00

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Como Ser Solteira, Comer, Rezar e Amar e Alguém Especial (Fotos: Reprodução)

Lidar com o término de um relacionamento é uma das dores mais difíceis de ser superada. Alguns filmes de romance, então, optaram sair do clichê do final feliz decorrente de uma relação amorosa para tratar de maneira sensível, profunda e interessante como consertar um coração partido.

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Além de ter no catálogo filmes de outros estúdios, a Netflix também apostou em produções originais que falam sobre términos de relacionamento - um deles ficou bastante famoso na plataforma, Alguém Especial(2019) - que certamente é um destaque na lista.

Parte das lições dos filmes abaixo refletem que terminar uma relação amorosa não precisa ser entendido como algo terrível que aconteceu na vida de alguém - mas, pode ser uma inspiração para viver novos amores ou aprender, como parte do ciclo de superação, o amor-próprio antes de se relacionar novamente.

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As produções apresentam que uma maneira de superar um coração partido também está relacionado com revisitar essa paixão como um capítulo de uma história importante e marcante na vida pessoal.

Os romances que escolheram fugir do clichê refletem que amores podem ser substituídos, enquanto outros demoram para serem curados e ainda, existem aqueles que serão, inconscientemente ou consciente, parte de você para sempre. 

Aqui estão 5 filmes da Netflix para superar um término - e deixar o coração quentinho: 

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Alguém Especial

Esta produção original Netflix lançada em 2019 quebra padrões, pauta o empoderamento feminino, valoriza amizades, fala sobre términos e superação de traumas em relacionamentos de uma maneira doce, profunda e bem desenvolvida - e é certamente um dos maiores acertos do serviço de streaming com filmes de romance. 

Nele, Gina Rodriguez (Jane The Virgin) vive Jenny Young, uma jornalista musical que namorou Nate Davis, de LaKeith Stanfield, por nove anos. Ao receber uma proposta para trabalhar na Rolling Stone em São Francisco, ela decide aceitar, mas o relacionamento dos dois termina devido à mudança.

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Quem, inicialmente, a ajuda a superar o término são as melhores amigas Blair Helms e Erin Kennedy (Brittany Snow e DeWanda Wise, respectivamente), mas as duas também estão vivendo questões com os próprios relacionamentos - Blair precisa aceitar e entender que não está mais feliz no dela; Erin não consegue assumir o namoro com a menina com quem se relaciona, Leah, por traumas da relação passada. 

Em um misto de flashbacks e cenas atuais, Jenny revive os principais momentos ao lado de Nate até o término. De uma maneira sensível, ela passa por todas as fases de superação desde a dor da rejeição, a negação, a raiva e o alívio ao entender o motivo do término, porque fazia sentido, mas não significava que ela precisava apagar essa parte da história dela, e sim, seguir com orgulho de quem foram juntos e do relacionamento que tiveram. 

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Como ser solteira

O filme de 2016 assinado por Abby Kohn, Dana Fox e Marc Silverstein, baseado no livro de Liz Tuccillo, apresenta quatro mulheres que passam por momentos diferentes das solteirices. São elas: Alice (Dakota Johnson), Robin (Rebel Wilson), Lucy (Alison Brie) e Meg (Leslie Mann).

Alice estava em um relacionamento há anos com Josh, de Nicholas Braun, mas fica decepcionada ao perceber que nunca aproveitou a vida de solteira e pede um tempo para o namorado, quando o quer de volta, contudo, ele já está com outra. 

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A irmã de Alice, Meg, é médica e faz o parto de várias mulheres, mas acredita veementemente que não quer filhos. Isso muda, mas como o trabalho a impede de ter relacionamentos duradouros, ela decide fazer uma inseminação artificial. Depois disso, conhece o jovem Ken (Jake Lacy). 

Robin prefere ser solteira, porque é assim como ela se sente confortável e livre, pois fica com quem quer a qualquer momento. Ela adora festas e ajuda Alice na missão de ser solteira e lidar com o término.

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Por fim, Lucy é a solteira desesperada para encontrar o par ideal - e fica tão obcecada na ideia, que não consegue perceber quando o vizinho dela, Tom (Anders Holm), está completamente apaixonado por ela. 

Em um misto de aula de como ser solteira, lidar com um coração partido, aprender como se amar em primeiro lugar e optar por si mesma combinado com um romance clichê e comédia - Como Ser Solteira é um ótimo filme para deixar o coração quentinho. 

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Todas As Razões Para Esquecer

Este filme brasileiro da lista, lançado em 2018, tem uma visão de término de relacionamento tão boa quanto Alguém Especial. Antônio (Johnny Massaro) foi deixado por Sofia (Bianca Comparato) depois de anos juntos, porque ela acreditava que ele não se abria o suficiente. O jovem é o reflexo do homem que não julga necessário discutir sobre a relação e os sentimentos. 

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Logo, Antônio começa a se isolar, perder o interesse pelas pessoas, pelo trabalho e o rapaz procura ajuda principalmente com o vizinho e com a terapeuta (Regina Braga). Ao entrar na fase da negação, pede até um encontro para a ex - que é um total desastre.

Em um processo lento, Antônio entende gradualmente que ele era mais dependente de Sofia, do que queria ela de volta. Com um diálogo intrapessoal intenso, a exploração complexa dos pensamentos do personagem, Todas As Razões para Esquecer apresenta o autoconhecimento e o sentir a dor como maneiras de superar um término doloroso. 

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Como Superar um Fora 

Produção peruana original Netflix lançada em 2018, Como Superar um Fora é protagonizado pela publicitária que sonhava em ser escritora Maria Fe (Gisela Ponce de León), a história se inicia quando a protagonista fica completamente desolada quando o namorado, Matías (Andrés Salas), termina com ela, via Skype. 

Assim como a maior parte dos filmes da lista, Fe experimenta as fases do pós-término, da negação à conformação dolorosa dos fatos - também em cenas sensíveis, mas divertidas e interessantes ao falar com leveza sobre o processo de reconstrução e autoconhecimento. 

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Comer, Rezar e Amar

Este filme de 2010 também explora o autoconhecimento para superar as mágoas com os relacionamentos negativos para dar espaço a novos amores. Elizabeth, vivida por Julia Roberts, nunca esteve feliz nas relações amorosas e decide largar marido, trabalho, amigos e viver uma experiência de autoconhecimento ao viajar para a Índia, Itália e Bali.

Uma das principais lições do filme é apresentar que é possível recomeçar em qualquer momento da vida - principalmente, se conhecer quando você sentir que é necessário. Nem sempre é preciso ser moldado pelos relacionamentos - seja amoroso, com pais ou amigos. 

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