3 erros que a DC não pode cometer depois do sucesso de Coringa [LISTA]

O filme de Joaquin Phoenix foi o primeiro sucesso incontestável da Warner-DC nos últimos anos, e trás perigos e desafios para o estúdio manter o prestígio

Vinicius Santos Publicado em 16/11/2019, às 12h00

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Joaquin Phoenix como Coringa (Foto: Reprodução Warner)

Coringa, dirigido por Todd Phillips e estrelado por Joaquin Phoenix, foi a aposta mais ousada da DC nos cinemas, e trouxe grandes recompensas. Além de inovar no gênero de filmes de quadrinho com uma obra mais psicológica e sombria, muito elogiada pela crítica, o longa se tornou a produção baseada em HQ mais lucrativa da história.

Após tamanho sucesso, permanece o suspense sobre qual será o próximo passo dos estúdios Warner, e essa apreensão é justificada. Existem diversas decisões tanto executivas quanto artísticas claramente erradas para o futuro que podem dar muito prejuízo para a marca, além de manchar o prestígio adquirido pelo filme do Palhaço do Crime.

Listamos esses erros, e como eles podem danificar a reputação da DC após o grande acerto de Coringa.


Fazer uma sequência direta

Essa seria a rota mais óbvia a ser tomada pela DC e Warner Bros., já que ambos Todd Phillips e Joaquin Phoenix se mostraram propensos a dar continuidade à história de Arthur Fleck. Um Coringa 2 não teria a maioria dos elementos que fizeram o original ir bem nos cinemas.

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Boa parte do sucesso da obra se deve à liberdade que o diretor teve para produzir um filme autoral, relativamente pouca expectativa dos fãs e a pequena escala dos acontecimentos do filme.

Foi uma grande surpresa, e fazer uma sequência, com mais dinheiro no orçamento, mais pressão para obter sucesso nas bilheterias e grandes expectativas dos fãs colocaria o longa em gigantesca desvantagem.

Além disso, uma das coisas mais interessantes de Coringa é o final ambíguo: é muito difícil saber se os acontecimentos da trama foram reais ou se era tudo uma grande alucinação do vilão. Fazer uma sequência implicaria em explicar o desfecho enigmático, o que tira boa parte do brilho.

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Fazer filmes parecidos, mas submetidos à lógica do blockbuster

A DC já planeja um selo de filmes para maiores de idade, possivelmente chamado de DC Black, com interpretações densas de outras figuras das revistas. A ideia tem muito potencial, e fãs já começam a pensar em histórias envolvendo o Asilo Arkham, por exemplo, ou outros vilões como Brainiac, do Superman.

O erro se encontra na avidez por transformar os filmes sombrios em indústria. Essa abordagem seria o inverso do que deu apelo para Coringa, e privaria futuros diretores de terem mais liberdade artística.

As produções também podem se submeter a tendência de criar grandes espetáculos de CG e efeitos especiais para atrair o público, coisa que Coringa também não faz, e por isso encantou de outras maneiras.

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Escalar um novo Coringa

The Batman vem aí em 2021, e trará o Homem-Morcego de Robert Pattinson. É quase certo que a DC irá introduzir mais uma versão do Coringa para antagonizar o “BatPattinson”, seja já neste longa ou em futuros. Entretanto, isso pode ser um erro fatal, que de certa forma já aconteceu.

O Coringa de Jared Leto para Esquadrão Suicida (2016) surgiu pouco após umas das interpretações mais marcantes do personagem na telona, a de Heath Ledger em Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008), e as comparações foram inevitáveis.

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Sem entrar no mérito da qualidade da atuação de Leto, o trabalho dele já sofria antes da estreia do filme muito preconceito devido ao legado deixado por Ledger, que também contribuiu ainda mais para a rejeição do público.

No caso do ator que irá suceder Joaquin Phoenix, que inclusive tem boas chances na disputa pelo Oscar de melhor ator, é quase certo de que ele estaria destinado a fracassar, tendo em vista a memória e apego dos fãs a Arthur Fleck.