Regina Duarte deixa Secretaria de Cultura após 2 meses de cargo, protestos e 'chilique' ao vivo

Segundo o presidente, a atriz deixou a pasta por estar com saudades da família

Redação Publicado em 20/05/2020, às 10h58

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Jair Bolsonaro e Regina Duarte comunicam a saída da atriz da secretaria de Cultura (foto: reprodução/ Twitter)

O presidente Jair Bolsonaro anunciou via tuíte na manhã desta quarta-feira (20) a saída de Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura do governo. 

Segundo Bolsonaro, a atriz sentia falta de estar com a família. Por isso sairá de Brasília para dirigir a cinemateca do estado de São Paulo:

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"Olha, pessoal, vim aqui perguntar pro presidente se ele está realmente me fritando, porque estou lendo isso numa imprensa - que eu não acredito mais", começa Duarte no vídeo. "Regina, toda semana tem um ou dois ministros que, segundo a mídia, estão sendo fritados", responde Bolsonaro.

"O objetivo [da mídia] é sempre de desestabilizar a gente e tentar jogar o governo no chão. Não vão conseguir, jamais ia fritar você", completou o presidente. 

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Regina Duarte entrou na pasta no dia 4 de março, encarregada "pacificar" o embate entre a categoria dos artistas e a indústria cultural nacional com o governo Bolsonaro. Porém, a breve trajetória no cargo foi toda marcada por polêmicas na pasta e em órgãos vinculados a secretaria.

Um dos exemplos mais recentes foi a renomeação do maestro Dante Mantovani como presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no dia 5 de maio. Ele tinha sido exonerado por Duarte logo no primeiro dia da atriz à frente da secretaria.

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Outro caso ainda mais marcante foi o 'suicídio cultural', segundo Pedro Bial, cometido pela atriz durante uma entrevista ao canal CNN Brasil, na qual Regina Duarte deu um 'chilique' ao se recusar a responder perguntas, relativizou a tortura no período de ditadura civil-militar e forçou o programa a ser encerrado abruptamente.


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