Robert Plant, do Led Zeppelin, quer divulgar gravações raras após a morte; entenda

Ex-vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant revelou um arquivo de gravações inéditas e projetos inacabados

Marina Sakai (sob supervisão de Yolanda Reis) Publicado em 24/05/2021, às 18h34

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Robert Plant (Foto: Jamie McCarthy/Getty Images)

Robert Plant, ex-Led Zeppelin, revelou como organizou seu arquivo durante a pandemia de Covid-19, mas não quer divulgar as músicas redescobertas até depois da sua morte. Segundo informações do Ultimate Classic Rock, são várias fitas cassete com gravações de projetos abandonados e documentos pessoais da família do artista.

Um dos documentos, como contou ao apresentador Matt Everitt no podcast Plant's Digging Deep, é uma carta da própria mãe enviada depois da decisão de Plant de seguir a carreira na música. Dizia: "Olha, você foi um menino muito malvado. Por que não volta? A vaga para o trabalho de contador ainda está aberta na Stourport-on-Severn... [então] por que você não volta para casa e podemos fingir que nada disso aconteceu?"

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O cantor de 72 admitiu como nunca havia lido a carta até encontrá-la recentemente. "Fiquei louco, era muito difícil naquele tempo jogar tudo para o alto e dizer, 'desculpe, preciso fazer isso,' e eles disseram, 'bom, se fizer, não pode mais voltar para cá. Ou vai para a academia ou vai embora." Então, foi e voltou apenas quando ficou noivo, para apresentar a "futura ex-esposa."

A coleção também inclui cartas de Ahmet Ertegun, da Atlantic Records, quem se tornou um grande amigo de Plant depois da morte de John Bonham e do consequente fim do Led Zeppelin. 

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Uma delas era um fax, de quando Bohnam havia ganhado um prêmio ao lado de Louis Armstrong e Tony Bennett na revista Playboy. "Não é incrível como, apesar da bagunça do Led Zeppelin, esse cara transcendia tudo? Bonzo se tornou apreciado por todos," refletiu Plant. 

O processo de arrumar o arquivo foi para "colocar a casa em ordem," segundo Plant. Organizou todas as aventuras com música, turnês, lançamentos de discos e projetos inacabados. "Falei para os meus filhos: quando eu bater as botas, mostrem ao público — sem cobrar nada — só para ver quanto existe entre 1966 e agora: a jornada." Para finalizar, adicionou: "Não ligo para onde isso vai acabar, é apenas ótimo poder escutar tudo de novo."

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