As complicações de Black Sabbath Vol. IV: como a polícia precisou intervir diversas vezes para ninguém morrer

A banda, conhecida pelas histórias bizarras, passou por momentos complicados no processo de criação do álbum de 1974

Redação Publicado em 04/03/2020, às 18h36

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Black Sabbath (Foto: AP)

O Black Sabbath é conhecido pelas histórias bizarras envolvendo muitas drogas e situações inacreditáveis, principalmente quando se trata do disco Black Sabbath Vol. IV(1974). Em entrevista ao Gibson TV, Tony Iommi, guitarrista do grupo, falou sobre brincadeira feita com o baterista Bill Ward que quase teve consequências trágicas.

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Na declaração do músico, ele detalhou o processo criativo do álbum, que ocorreu em uma casa alugada pela banda em Bel Air, em Los Angeles. No local, havia diversas tintas spray - utilizada pelos integrantes da banda para pintar de dourado o corpo do baterista Ward, que estava bêbado. 

No entanto, o momento não teve boas consequências: "Ele[Bill Ward] estava rindo no começo, mas depois ficou muito violentamente mal e ficou, tipo, *barulho de vômito*. Então tive que ligar para o 911[número de emergência nos EUA] e disse: 'É uma emergência, podemos ter uma ambulância?'; 'Bem, o que há de errado com ele?'; 'Bem, ele está pintado de dourado", explicou Iommi.

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Após o diálogo curioso, os agentes de emergência acreditaram ser um trote, e a banda precisou tomar uma atitude: "Pegamos esse removedor de tintas, voltamos, começamos a esfregar e, é claro, ele ficou todo vermelho lá. Era como beterraba, uma loucura. Realmente estúpido, quer dizer, você nunca pensa nas consequências. Ele poderia ter morrido lá".

Quando o músico chegou ao hospital, os médicos advertiram os integrantes do Black Sabbath, porque Bill 'poderia ter morrido ali mesmo'. O baterista ficou completamente queimado e os companheiros de banda arrependidos. 

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Apesar de ser um momento tenso, Bill Ward precisou enfrentar outros momentos nos quais a polícia foi envolvida. Durante um dia no estúdio, Tony Iommi teve a ideia de atear fogo no baterista, que concordou. No entanto, a brincadeira teve sérias consequências.

Na entrevista, o guitarrista falou sobre o acontecimento: "Tínhamos esse produtor, Martin Birch, ele entrou no estúdio e estava um pouco assustado conosco por causa da reputação do Sabbath e tudo mais. Bill entrou e eu disse: 'Bill, posso atear fogo em você?' Ele disse: 'Agora não, estou ocupado.' 'Está bem então.'"

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Iommi continuou: "Ele saiu para a sala de bateria, brincando, e depois voltou: 'Ok, estou pronto agora. Você quer me incendiar?' Eu disse: 'Ok'. Matin Birch perguntou 'O que diabos está acontecendo?' Então, peguei duas garrafas de álcool e as derramei em Bill, e é claro, ele ficou encharcado em suas roupas e ateei fogo, explodiu como uma bomba".

"Coloquei muito. Em vez de queimar o suficiente, queimava através de suas calças, queimava todas as pernas, e então ele teve que ir a um hospital. Ele teve queimaduras de terceiro grau", continuou o guitarrista.

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Durante o processo de criação de Black Sabbath Vol. IV, Ozzy Osbourne citou outro acontecimento, envolvendo a casa em Bel Air, que teve participação da polícia. Em entrevista ao SiriusXFM, o músico revelou que havia uma montanha de cocaína e maconha no local, e um descuido o fez comer tudo de uma vez.

Tudo aconteceu quando Ozzy tentou ligar o  ar-condicionado: “Apertei a p*rra do botão, e em uns cinco minutos, quatro ou cinco viaturas de polícia chegaram berrando no portão” - era um botão de pânico, na verdade, e chamou a polícia. “Eu comecei a gritar: ‘é a p*rra de uma batida!’”

Para não desperdiçar as substâncias ilícitas, Ozzy comeu tudo: “Tinha cocaína saindo pelos ouvidos. Não dormi nada durante os quatro dias seguintes,” brincou.


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