5 curiosidades sobre Eu Nunca, série da Netflix: escolha do elenco, inspiração e mais [LISTA]

História sobre uma jovem com descendência indiana completa um ano de lançamento nesta terça, 27

Mariana Rodrigues (sob supervisão de Camilla Millan) Publicado em 27/04/2021, às 20h44

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Maitreyi Ramakrishnan em Eu Nunca (Foto: Reprodução)https://rollingstone.uol.com.br/noticia/mindy-kaling-de-office-teve-filho-durante-quarentena-mas-so-revelou-agora/

Há exatamente um ano, Eu Nunca (2020) estreava no catálogo da Netflix. A série sobre uma adolescente norte-americana com descendência indiana logo conquistou o público mais jovem do streaming - e um dos motivos é o sentimento de identificação com a personagem principal.

Maitreyi Ramakrishnan interpreta a protagonista Devi, uma adolescente em busca da popularidade no ensino médio. Para isso, bola um plano com a ajuda das melhores amigas Eleanor (Ramona Young) e Fabiola (Lee Rodriguez). No entanto, as origens indianas, a relação com a família e o temperamento de Devi podem colocar tudo a perder.

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A série foi idealizada pela atriz, roteirista e produtora Mindy Kaling, conhecida pelo papel de Kelly Kapoor em The Office. A primeira temporada tem 97% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes e a segunda tem estreia prevista para julho deste ano. Enquanto os novos episódios não chegam à Netflix, confira cinco curiosidades sobre Eu Nunca.


Inspiração na adolescência de Mindy Kaling

A história de Devi foi inspirada nas próprias experiências de Kaling como uma adolescente indiana-americana. Em entrevista ao The New York Times, a roteirista explicou como foi trabalhar no projeto: "Para todos nós na sala dos escritores, especialmente aqueles filhos de imigrantes - os quais formavam a maior parte da minha equipe - o objetivo era compartilhar as histórias de se sentir como 'o outro.'

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"Uma das melhores partes foi descobrir como eles sentiram as mesmas coisas que eu, foi um grande alívio. Me fez sentir como, 'OK, sou normal,'" completou. 


Anúncio dos testes de elenco

Kaling anunciou os testes de elenco de Eu Nunca através das próprias redes sociais. Em uma publicação no Instagram, a produtora divulgou o perfil procurado para os papéis da protagonista, de Kamala e da mãe da Devi. Um dos requisitos para os personagens era o sotaque indiano.

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Maitreyi não tem origem indiana

Apesar de interpretar uma adolescente com origem indiana, Maitreyi Ramakrishnan, na verdade, é canadense. Mesmo sendo descendente de tâmeis do Sri Lanka, a atriz se identifica como tâmil-canadense.

"Deixei bem claro para o meu agente e assessor como tâmil-canadense é muito, muito importante para mim... Minha identidade não é ser do Sri Lanka," disse ao HuffPost Canada. "Esse não é meu país. Meu país é o Canadá. Mas minha cultura é definitivamente tâmil."

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Ambientada nos anos 80

A ideia inicial da série era fazer uma produção ambientada nos anos 1980 ou 1990. No entanto, Kaling optou pelos dias atuais. "Queria muito falar com os adolescentes de agora. Também pensei como seria uma ótima forma de contratar jovens roteiristas indiano-americanos - os quais se lembram da adolescência mais do que eu - e encher nossa equipe com eles," disse ao The New York Times.


História por trás do título

Na entrevista, Kaling também explicou como o título da série reflete a personalidade da Devi: "Essa personagem tem o ego tão preso às coisas que ela ainda não fez, ainda não foi exposta. E isso pareceu muito natural para a personalidade dela." A roteirista disse ser péssima com nomes e contou como a ideia, na verdade, foi do co-autor Lang Fisher.

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No começo de cada ano, um objetivo: ler mais livros. Responsabilidades e prioridades interferem no dia a dia e as histórias ficam para trás. No entanto, é possível consumir bons contos sem recorrer a Ulysses (1922), de James Joyce ou Guerra e Paz (1867), de Tolstói. Bons livros podem vir em pequenas doses, e serem aproveitados naquele fim de semana separado especialmente para isso.

Selecionamos uma lista de seis livros curtos, mas ótimos, do clássico ao contemporâneo para ler em um dia:

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O Velho e o Mar - Ernest Hemingway (1952)

Depois de 84 dias sem pescar nada, o velho Santiago consegue fisgar um marlim gigante, o maior peixe que já viu. Passa três dias lutando contra o animal ao tentar trazê-lo para a praia, quer provar como ainda é um bom pescador, apesar da velha idade. 

Durante o embate entre ele e o peixe, um monólogo interior de Santiago começa. Junto dele, vêm as dores, machucados, dúvidas e dificuldades para domar o peixe. Quando finalmente consegue, outro obstáculo aparece no caminho.

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O Velho e o Mar é um retrato do tempo do autor em Cuba e se tornou um clássico da literatura contemporânea. Após a publicação, Hemingway recebeu o prêmio Nobel de Literatura.


As Cidades Invisíveis - Ítalo Calvino (1972)

Inspirado por Shakespeare e Hemingway, Calvino traz uma mistura entre realidade e ficção. Esse livro de menos de 200 páginas é uma conversa entre duas figuras históricas: Marco Polo, viajante veneziano, e Kublai Khan, governante do Império Mongol do Século XI.

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Nessa rede de textos curtos, Marco Polo descreve diversas cidades do império do conquistador pelas quais teria passado. Calvino explora o conceito de cidade e aspectos como memória, símbolos, nomes e desejos. 

Não é uma narrativa histórica, é bastante ficcional, com anacronismos e reflexões filosóficas. É uma boa pedida para fãs da escrita de Calvino, a leitura parece a descrição de um sonho.

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A Filha Perdida - Elena Ferrante (2006)

Autora da Tetralogia Napolitana, Elena Ferrante conquistou leitores ao redor do mundo com o retrato cru e comovente da Itália. Nesta história, Leda começa aliviada por poder passar as férias sozinha, longe das filhas e das responsabilidades da maternidade. 

Viaja ao litoral italiano e conhece Nina, mãe de Elena, quem, por sua vez, é mãe de uma boneca. Torna-se obcecada por elas. Angústias e segredos do passado começam a despertar.

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A Filha Perdida fala de maternidade, amizade, disputa feminina e conflitos entre gerações, temas comuns na obra da autora. Para quem tem curiosidade de conhecer a escrita envolvente e cativante de Ferrante, mas não quer encarar a série de quatro livros, é a escolha perfeita.


A Morte de Ivan Ilitch - Liev Tolstoi (1886)

O livro começa no funeral de Ivan Ilitch. Não é spoiler, o título revela. Depois, ao longo da novela, voltamos para acompanhar sua vida e carreira de maneira cronológica. Juiz de vida abastada, descobre uma doença terminal na Rússia do Século XIX. A partir de então, passa a refletir sobre a existência. 

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Em menos de 100 páginas, o escritor criou uma história de partir o coração. É uma das obras mais famosas de Tolstói e uma boa alternativa para quem quer começar os autores russos por livros mais curtos e acessíveis.


O bem-amado - Dias Gomes (1962)

Para quem gosta de teatro, essa peça é para dar altas risadas. O Coronel Odorico Paraguaçu é prefeito de uma cidade pequenininha chamada Sucupira e a personificação caricata da política brasileira. 

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O objetivo de Odorico para ajudar na campanha política é inaugurar um cemitério. No entanto, um problema: precisa providenciar um morto em um vilarejo onde ninguém morre. Ora cômico, ora patético, O bem-amado é, acima de tudo, atual.


A Vegetariana - Han Kang (2007)

Dona de casa e mulher completamente banal, Yeonghye decide parar de comer carne abruptamente depois de um sonho. Então, começa a se distanciar da família — cujos poros, segundo ela, cheiravam a carne —, da sociedade e da própria humanidade. Tudo isso acontece em Seul, coração da cultura coreana e sua culinária muito baseada em produtos animais.

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A narrativa de Han Kang é dividida em três partes, cada uma com um narrador diferente, mas nunca a protagonista, mostra apenas como os outros a enxergam. É um livro inusitado, chocante e provocará pensamentos até muito tempo depois do término.