Mike Tyson se inspirou em Mussolini para música com Madonna; entenda

Ao lado de Chance The Rapper, o ex-pugilista colaborou com a cantora na canção "Iconic"

Redação Publicado em 29/04/2021, às 14h55

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Mike Tyson (foto: Chris Pizzello/ AP) e Madonna (Foto: Evan Agostini/Invision/AP)

Muitos podem não se lembrar, mas Mike Tyson e Madonna colaboraram na canção "Iconic", que também contou com a parceria de Chance The Rapper. Em entrevista à Rolling Stone EUA, o ex-pugilista revelou ter se inspirado em Mussolini para a canção. As informações são do Cheat Sheet

Conforme conta a Rolling Stone EUA, a cantora quis trabalhar com Tyson. "Madonna liga para você e diz para você ir a algum lugar, você vai. Eu não sabia o que eu estava fazendo lá [no estúdio]", afirmou o ex-pugilista, que acreditava na parceria como uma ótima oportunidade para investir na carreira musical - os planos não deram tão certo, porém.

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Tyson revelou ter se inspirado em Mussolini para a parceria: "Quando fiz isso [a música], pensei em ser um cara como [Benito] Mussolini. Eles são muito arrogantes, mas você tenta analisar de uma perspectiva positiva e ser edificante. Você assiste Mussolini na televisão - embora não entendamos o que ele está dizendo - ele é tão hipnotizante. Me vejo dessa maneira."

Ainda, acrescentou: "Sei que as pessoas podem dizer 'esse cara é um fascista'. [...] Mas, esse cara é uma figura hipnótica. [...] Não sou nem italiano e não sinto o orgulho do que ele está projetando."

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A parceria entre Madonna, Mike Tyson e Chance The Rappernão foi tão bem recebida pelo público, e não chegou à parada Billboard Hot 100. Ouça "Iconic":


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É difícil imaginar como seria o rock sem Eddie Van Halen. Assim como Jimi Hendrix, Jimmy Page e Eric Clapton antes dele, Van Halen mudou o vocabulário da guitarra para uma geração. Seus dedos pirotécnicos e explosões melódicas redefiniram o solo de guitarra e inspiraram legiões de pessoas.

Independente do que tocava, fazia com alma. Para honrar o herói, morto em 6 de outubro de 2020, aos 65 anos, selecionamos sete dos melhores solos — de momentos inesquecíveis aos inexplicáveis — os quais mostram como era brilhante.

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"Ain't Talkin' 'Bout Love" (1978)

O quarto single do disco de estreia do Van Halen é, até hoje, um favorito dos fãs. Escrito como paródia do movimento punk, “era bobo — apenas dois acordes,” revelou Eddie Van Halen ao Guitar World. O guitarrista diminuiu a ferocidade do solo, e entregou um zumbido melódico quase herdado de um disco do Sex Pistols ou Buzzcocks.

Talvez por isso “Ain’t Talkin’ ‘Bout Love” impactou o gênero o qual tentou falsificar: foi um dos primeiros solos que Billie Joe Armstrong, do Green Day, aprendeu. T.B.

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Michael Jackson, "Beat It" (1982)

Steve Lukather, da banda Toto, foi o guitarrista principal no disco Thriller (1982), de Michael Jackson. Contudo, para o solo de “Beat It,” o produtor Quincy Jones queria Van Halen. Quando Eddie chegou na sessão, Jackson trabalhava em um estúdio ao lado e o guitarrista convenceu Jones a reconfigurar o arranjo da música para acomodar sua ideia para o solo.

“Estava terminando minha segunda tomada quando Michael entrou,” Van Halen disse à CNN em 2012. “Ou mandaria os seguranças me expulsarem por estragar a música, ou adoraria. Escutou, virou para mim e disse: ‘Muito obrigado por vir com a paixão de tocar um solo e por fazer da música melhor.’”

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O mashup beneficiou os dois: Jackson teve um sucesso no número um das paradas, e Van Halen se tornou uma estrela do rock, além de um herói do heavy metal. T.B.


"Panama" (1984)

Com tanta sugestividade sexual na letra, um ouvinte casual poderia pensar que “Panama,” terceiro single do disco 1984, foi inspirado por uma noite de festa na América Central. Na verdade, é sobre um carro de corrida o qual chamou atenção de David Lee Roth em uma pista em Las Vegas, EUA.

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O solo de Van Halen, com influência de Chuck Berry, é acelerado e contém uma gravação do motor da Lamborghini do próprio guitarrista para dar mais profundidade ao som. T.B.


"Jump" (1984)

Jump se tornaria o primeiro (e único) single número um da banda, mas levou vários anos para Eddie Van Halen vender a ideia da música para os companheiros. “Quando toquei pela primeira vez, ninguém queria nada com ela,” disse a Chris Gill em 2014.

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“Dave disse que eu era um guitarrista e não deveria tocar teclado. Minha resposta foi: se eu quiser tocar tuba ou um apito Bávaro, vou.” Van Halen se certificou de que a guitarra em Jump era sucinta e bem construída, e o acompanhou de um solo de teclado inspirado. Consolidou-se como um mestre em não apenas um, mas dois instrumentos. T.B.


"Eruption" (1978)

Vá ao Youtube e digite “Cover de Eruption,” e encontrará crianças de 12 anos reproduzindo o solo de Eddie de um minuto e 42 segundos com extrema precisão. É menos sobre o nível de dificuldade e mais sobre o status perante os padrões da música moderna. 

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Existem os solos de guitarra “pré-Eruption,” e tudo (todos os anos 1980) o que veio depois. Claro, Eddie não foi o primeiro a tocar uma nota no braço da guitarra, mas, como explicou em 1978, outros “colocavam o dedo para acertar apenas uma nota. Eu disse: ‘Ninguém está usando isso direito…’ Então comecei a brincar e percebi como era uma técnica completamente diferente e nova. Esse som mudou o DNA das guitarras do rock para sempre. R.B.


"Right Now" (1991)

Segundo Sammy Hagar, “Right Now” começou quando ele e Eddie queriam falar de assuntos sérios. A ideia adulta, com a letra sincera de Hagar e o teclado sério de Eddie encobrem o fato da música ter um solo incrível com melodias extremamente fáceis de acompanhar cantando. R.B.

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"Ice Cream Man" (1978)

Durante o primeiro minuto, “Ice Cream Man,” um cover de uma música dos anos 1950, tem apenas violão e letras com duplos sentidos velados. Quando Eddie entra com a guitarra principal, domina completamente a música. Van Halen chamou a música de “uma mudança das coisas barulhentas características da banda” — mas ainda era o som mais barulhento comparado a 50% das canções lançadas em 1978. R.B.